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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Porque odeio (de vez em quando) Twiteiros

Existem várias mídias diferentes, mas eu entendo que você pode tirar o sujeito do veículo mas não o veículo do sujeito. Um jornalista sempre será um jornalista, um publicitário sempre será um publicitário, e se o sujeito cresceu como tuiteiro emo, FODEU.

A coisa funciona assim:

Apareceu um buraco no meio da rua.



O Podcasteiro vai ler emails, comentar o programa anterior, falar do que terá no programa de hoje, anunciar o proximo programa, abrir um chat no Skype e eventualmente falar do buraco.

Um Flickeiro vai fotografar o buraco. Se for fotógrafo profissional disponibilizará somente uma versão 320x200 com uma assinatura © ocupando 2/3 da imagem

Um blogueiro escreverá um post sobre o buraco. Usando uma foto chupada do flickeiro

Um Videocasteiro até iria filmar o buraco mas ele é cool demais pra essas coisas

Um Jornalista vai descobrir quem é responsável pelo buraco, quem não tampou, quem deveria tampar, quanta gente já se acidentou, qual o custo do buraco para os cofres públicos.

Um jornalista do EGO está esperando o corretor ortográfico confirmar a grafia de buraco, então não tem nada a publicar ainda.

Já um tuiteiro vai pra porra do Twitter e ficará o dia inteiro falando que tem uma porra de um buraco que o buraco é uma droga que ele odeia o buraco e que por ele o buraco não existiria, mas não mexerá uma porra de uma palha para que isso aconteça.

É sério, gente. Usar o Twitter pra reclamar do Aquecimento Global ainda vá-la, mas quando você começa a postar mimimi porque o garçom está te atendendo mal? VIRE HOMEM (vale pras mulheres também), pare de encher os pacovás alheios e resolva seus pequenos problemas.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Thank you trolls burros (e desculpem o pleonasmo)

terminator22

 

Estava eu tranquilo tomando porrada no jogando Battlefield 2 quando resolvi trabalhar um pouco. Claro, uma passadinha no Twitter antes. Eis que descubro: Conta Suspensa.

suspensao

Comecei a fuçar, achei inicialmente que fosse tentativa de invasão, mas por isso já passei. Após algum tempo, identifiquei a origem da suspensão: Um grupo de trolls (os suspeitos habituais) se juntou e fez um mutirão reportando minha conta como SPAM. O Twitter bloqueia automaticamente, o que dá espaço para esse tipo de manipulação do sistema.

 

Como eu sempre andei na linha no Twitter, abri um chamado e já estou trocando mensagens com eles (foram bem mais ágeis que no caso da Edna Velho, que está com a conta igualmente suspensa desde semana passada.

Pelo menos no meu caso a resposta está sendo rápida. Já recebi o primeiro email de follow-up em pouco menos de 1h. Acredito que em breve tudo estará esclarecido.

Agora, a parte curiosa: Um monte de gente dando piti achando que eu estaria me descabelando pq não posso Twittar. É, que coisa. Como não Tuito quando estou no banho, no cinema, dormindo, almoçando, viajando… O block, meus caros, me suspendeu do Twitter, não me suspendeu da VIDA, mas se você considera isso tão importante assim, e está projetando sua insegurança em mim, você tem problemas.

Entendam, trollzinhos, eu não sou a Twittess. Não preciso de scripts, eu consigo followers na base do CONTEÚDO, então mesmo que por uma reviravolta cósmica qualquer eu não tivesse a conta @cardoso de volta, bastaria criar um xxxCardoso ou Cardosoxxx ou whatever, e em alguns dias ela seria repovoada.

.

Sabe o porquê? Porque basta construir, e eles virão, pois ao contrário dos paus-mandados que te seguem, trollzinho, meus leitores são INTELIGENTES, e não ficam em volta de mim “for the lulz” ou “pra zoar”.

Duvida? Veja os Trending Topics:

FREECARDOSO

Agora com licença, O Twitter já devolveu minha conta, tudo está bem no Reino da Dinamarca (ou algo assim) e tenho uma pequena Lista de Schindler ao contrário para passar o rodo.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Como ser Bloqueado no Twitter

killbill-paimei

Eu vivo recebendo emails de gente quem não tem a menor idéia de porquê foi bloqueado no Twitter. Alguns pedem clemência, outros xingam, outros querem saber o motivo.


Eu rio. Parecem bandidos que aparecem nos programas vespertinos, todos são inocentes, ninguém nunca fez nada e são vítimas de injustiça.


Vejamos então alguns dos motivos que me levam a bloquear gente no twitter:

1 - Racismo e Preconceito

Eu adoro humor politicamente incorreto inteligente. Piadas étnicas boas são excelentes. Rio cada vez que lembro da que fala que o negro mais bem-sucedido nos EUA ainda mora numa casa subsidiada pelo governo*. Mesmo o preconceito verdadeiro não-intencional é engraçado. Outro dia um político americano se levantou contra discriminação a transexuais, dizendo que eles “devem ser tratados da mesma forma que pessoas normais”.

* Se você se ofendeu AZAR o seu. Não estou com saco de desconstruir a piada.


Já o preconceito real E intencional não tem papo. Existe uma diferença fundamental entre “idiota do nordeste” e “nordestino idiota”. Outro dia um idiota do nordeste não entendeu uma piada ELOGIOSA e  me atacou. Um outro sujeito entrou “me apoiando”. Soltou besteiras como "só podia ser paraíba mesmo". Rodou.


2 - Eu atiro no mensageiro

Ao contrário das bibas histéricas que ameaçam unfollow para quem dá um RT meu, não me importo com quem meus seguidores estão interagindo. Desde que não me encham o saco. Um RT no Twitter SEM comentário é um endosso.


Houve quem dissesse que não, mas é, lamento. Você está passando adiante a opinião emitida por alguém, sem nenhum comentário.

Quer que seus leitores a vejam. Sem um comentário negativo de sua parte  é -repito- um endosso e você se torna responsável.

Dê RT de uma calúnia, xingamento, babaquice, e será bloqueado. Simples assim.


3 - Perguntas idiotas


3.1 - Você não dorme?

TODO dia aparece um idiota para fazer a clássica pergunta: "Você não dorme?" na cabeça desses vermes a lógica funciona assim: Todas as vezes que ELES entram no Twitter, EU estou no Twitter. Então EU não durmo.


Todo mundo dorme. "Você não dorme?" é uma pergunta idiota por definição. Não quero ser seguido por idiotas por definição.

3.2 Você só fica no Twitter?

Ao contrário de criaturas de baixo QI como esse tipo de leitor eu exerço uma função intelectual. Meu trabalho é exercido com ferramentas mais avançadas dos que as disponíveis para Arquimedes. Mais ainda, além de trabalhar com computador, tenho um recurso incrivelmente avançado: ALT+TAB.


3.3 Por quê você se esconde no Twitter?

O Twitter é a ferramenta mais LEIGA que já vi, conceitos naturais para digerattis como Avatares são alienígenas para muita gente. O Baixo QI dos questionadores também não ajuda. Com isso aparecem malas me acusando de ser FAKE (embora use meu próprio nome) ou então de me ESCONDER.


Então vejamos: Eu vou pra eventos, vivo encontrando outros blogueiros, dou entrevista pra jornal, tv, revistas, tenho milhares de fotos no Flickr, meu blog fica a DOIS cliques de distância do meu perfil no Twitter, e EU me escondo? *BANG*


4 - You're not the boss of me

"Sai do Twitter!" "Vai ler um livro" "Muda de canal" "pára de ver novela" "Fale sobre outra coisa" "Me siga", "Dê RT neste twit" "leia e reflita". Entendam, eu não estou preso aqui com vocês, vocês estão presos aqui comigo. MEU Twitter, eu falo do que EU quiser.


5 - Mimimi Cardoso é gordo

Eu sei. Tenho espelhos em casa (plural necessário). Só que não entendo o que diabos isso tem a ver com o trabalho de um sujeito que vive de ESCREVER. Eu não sou jogador de futebol ou modelo, como todos os meus críticos aparentemente são. Não tenho problemas com piadas de gordo, ou não seria discípulo de Al Bundy. Tenho problemas com ataques idiotas, preconceituosos e SEM SENTIDO, pois meu talento não está na minha barriga, gordo ou magro ainda sou MUITO melhor do que esses babacas.


6 - Crônica de um unfollow anunciado

Não gostou, não siga. Não acompanho os emails de follow, não sei sequer se existe email de unfollow, não me interessa. Não fico magoado com unfollow. Há gente que trata isso como ofensa pessoal. Hello, às vezes o sujeito está numa fase chata. Qual o problema? Unfollow hoje, follow amanhã. o @bqeg ganha unfollow/follow diariamente quando entra em seu momento HugoGloss fazendo listinha de "piadas".


Gente que trata o unfollow como um tapa na cara me entedia. "Unfollow no @cardoso, que mala" Sério, acha que meu dia vai acabar por isso? Pra começo de conversa não pedi pra me seguir. *bang*


7 - Falem mal mas falem baixo

Eu não passo o dia pesquisando meu nome no Twitter. Não tenho a MENOR idéia do que meus desafetos falam de mim e agradeço quem não me manter a par. Também não persigo quem fala de mim, exceto quando me enchem o saco.


Já vi gente reclamando de block, por achar que ao dizer  "Esse tal de @cardoso é um babaca" não estava falando COMIGO, mas DE mim, o que o isentaria de punição. Grandes arrobas trazem grandes responsabilidades. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que arrobas.


Quer falar de mim, tire a arroba. Eu NÃO sou obrigado a ouvir desaforos.


ACHO que são os principais motivos. Já dá uma boa ideia de como funciona o processo de block.

Caso você esteja bloqueado e não tenha feito nada disso, fique tranquilo. Não está sozinho. Lembre-se: nínguém NUNCA fez nada.

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terça-feira, 9 de março de 2010

A Revista da Tessália fala por si só

Esse caso todo do BBB e seus 78% de rejeição, a reação pífia às fotos da Playboy e ser vaiada por 20 mil pessoas são mais que prova que o “fenômeno” tessália já deu o que tinha que dar, começou com o povo na boca acabou na boca do povo. 

Mesmo assim um monte de gente vive perguntando o que acho da Tessália. Felizmente no número deste mês de Vertigo veio a resposta. Eu não diria melhor, sobre a briga Tessália vs Blogueiros:

bruxas

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Métrica da Meritocracia da Irrelevância

solo-medalha

O Twitter é a bola da vez das mídias sociais, só tendo perdido o post por uns cinco minutos ontem, quando todo mundo foi checar o Google Buzz.

Passamos a perna na velha e engessada mídia, somos mais ágeis que a televisão, que o rádio, que os jornais, que a Mãe Dinah. Influenciamos o mundo, derrubamos ditadores, compramos Coca com casco de Pepsi.

OK, talvez nem tanto, mas por mais que o Twitter não tenha esses poderes divinos, ele já demonstrou sua utilidade em mais de uma ocasião, desde casos individuais como o Acidente do Avião do Governator, até a revolução Iraniana e o Terremoto no Haiti. Ele É uma ferramenta de difusão de informação com uma instantaneidade nunca antes vista na história deste país.

 

Seu segredo, entretanto, não está nos números brutos. Veja os resultados de uma pesquisa extensa feita pela RJ Metrics:

  • Dos 75 milhões de usuários, 1/4 tem 0 followers

  • Somente 17% dos usuários do Twitter são ativos

  • 40% nunca enviaram uma mensagem

  • O tuiteiro médio tem 27 followers

  • 80% dos tuiteiros enviou menos de dez mensagens

Não estamos falando da relação tradicional entre conteúdo/leitor online. No Twitter as coisas acontecem quando repercutem, Se 80% dos tuiteiros enviou menos de dez mensagens, de cara nosso universo cai para 15 milhões de usuários. Se aplicarmos esses valores aos 4 milhões de usuários brasileiros o grosso do Twitter canarinho é tocado por menos de 800 mil pessoas.

 

Como isso é possível? Como o Orkut com número de seguidores ordens de magnitude acima não consegue o mesmo efeito?

Porque números não importam. No Twitter eles não são significativos isoladamente.

Ter uma conta de Twitter com dezenas de milhares de seguidores por si só não quer dizer nada. É preciso ver como esses seguidores deciidiram segui-la.

Não gosto de ficar definindo regras, prefiro o modelo caótico onde os próprios usuários chegam a uma conclusão sobre como o serviço deve ser usado, mas acho que o Twitter funciona muito melhor quando o mérito fala mais alto. Contas que se inflaram artificialmente como o Mano Menezes são bom exemplo. Eu NUNCA, repito, NUNCA vi um RT dele, na minha timeline. Estatisticamente é impossível, ele tem milhões de followers, teria que repercutir muito mais.

Já contas com bem menos followers, como a @narcisaoficial, @samara7days e o @bqeg toda hora aparecem, são lidos e retuitados por gente grande como @OCriador, a @rosana e o @marcelotas. Há ainda um caso a destacar: O @hugogloss, o GRANDE fenômeno do Twitter. Ele saiu da situação de fake, virou cover e hoje é um personagem próprio, com mais relevância e influência na mídia que muito jornalista veterano.

Entender essa métrica é essencial para qualquer um que se diga profissional de mídias sociais. Se você é cliente, fuja de agências que promovem ações no Twitter envolvendo os top xxx do TwitterCounter, ou que garantem yyy seguidores para seu perfil. Números são importantes, mas a métrica fundamental é capacidade de convencimento. O poder de influência de cada tuieiro entre seus seguidores e outros internautas.

Ah, então isso é completamente novo. Impossível de medir, certo?

ABSOLUTAMENTE ERRADO.

Estamos preguiçosos, isso sim. Nos velhos tempos empresas faziam comerciais testemunhais com celebridades, e para isso realizavam enormes pesquisas de opinião, até identificar quem era a celebridade mais associada com a marca. Hoje o pessoal quer tudo de bandeja, então prefere trabalhar apenas com número de seguidores.

Isso é tão burro quanto quantificar a importância do Relatório Reservado versus a Capricho, baseando-se  na tiragem.

Quer fazer publicidade no Twitter direito? Prepare-se para trabalhar. Enquanto alguém não determinar uma metodologia, fizer uma mega-pesquisa, disponibilizar dados periódicos e colocar ordem na casa, todo tipo de campanha salvo exceções terá os tuiteiros escolhidos na base do feeling, e como bem disse Nizan Guanaes, a única pessoa que ganhou dinheiro com Feeling no Brasil foi Morris Albert.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER DA TESSÁLIA

“A Tessália (em grego antigoΘεσσαλία, e em grego modernoThessalía) é uma periferia da Grécia, localizada na parte central do país. Limita-se com a Macedônia ocidental e central ao norte, com o Épiro a oeste, com a Grécia central ao sul e com o mar a leste. A capital é Lárissa. Nessa região havia e há até hoje a importante cidade de Tessalônica, local evangelizado por Paulo, tendo este dedicado duas de suas importantes epístolas (I e II Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses) a tal cidade, ambas falando da volta de Jesus Cristo.”

Thessaly

Fonte: WIkipédia. Para um artigo bem mais detalhado, use a Wikipedia de Verdade.

Ahm? não era essa? Então desculpe, foi engano. Acho que você quer o http://www.perolasdatwittess.com.br/

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Maconha: Apologia ao Debate

housevinhoHoje o Tico Santa Cruz convocou uma movimentação para colocar #PlanetHemp nos Trending Topics, uma forma de protesto para tentar trazer de volta o grupo, ao mesmo tempo em que chama a sociedade para o debate sobre a questão das drogas recreativas.

Não acho que vá conseguir, muito pouca gente tem coragem de colocar a cara a tapa (mas não vê problema em dar um tapinha escondido). Eu estou apoiando a campanha, debate é sempre bom, mas confesso que estou fazendo uma por conta própria:

A imagem de meu avatar demonstra meu apoio à campanha “não deslegalize”. A folha de parreira faz alusão ao vinho, bebida que desde a Aurora do Homem representa a máxima de Homer Simpson: “Álcool: Origem e solução de todos os problemas”. Claro, é uma esnobada no Tico, afinal a minha folha causa muito mais problemas sociais e de saúde do que a dele, mas a minha é legalizada.

Não vou transformar isso aqui em um grande palco de intermináveis discussões, até porque não acho que o brasileiro consiga discutir assuntos realmente polêmicos sem cair na histeria. O próprio Tico está sendo atacado e xingado por tentar promover o DEBATE.

É só isso que ele pede.

Eu gostaria MUITO que o Brasil ultrapassasse a infância e discutisse esses temas como países mais adultos. Aqui temos a figura da apologia ao consumo de drogas, que é uma coisa MUITO idiota. Se falar “vamos discutir” já é visto como apologia, qual a alternativa a não ser a ilegalidade?

Felizmente não é ilegal nos EUA, onde na Fox, um canal conservador republicano Seth MacFarlane, criador de Family Guy pode se expressar e discutir em um episódio de um desenho animado o que não conseguimos discutir nem nas Universidades (fora dos DCEs, claro). Veja o que acontece no episódio “420” de Family Guy, quando Brian decide militar pela legalização da maconha em Quahog.

Consegue imaginar isso no Brasil? Well, não precisa imaginar, as legendas estão em português, o episódio passou por aqui mais de uma vez e o vídeo está disponível no Mundo Fox.

Então só posso RIR dos histéricos atacando o Tico Santa Cruz como se ele fosse uma Pandora Maldita, enquanto suas TVs passam a mesma discussão levantada por ele, disfarçada de… desenho animado.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Chupem Jornalistas, Teremos Diploma de Tuiteiro!

Dizem que quem sabe faz, quem não sabe e é burro demais pra aprender, paga a alguém pra fingir que ensina. Assim o mundo gira, a lusitana roda e os otários e seu dinheiro são cada vez mais isolados um do outro.

Não que R$35,00 seja muito dinheiro mas é mais do que vale esta pérola do Ensino Universitário Brasileiro:

Sim, a Estácio de Sá, do Rio de Janeiro está com um curso de férias sobre... Twitter. Não tem nada a ver com aquelas coisas de rabo comprido que o Fábio Seixas e o Cris Dias gostam de falar, é um curso para USAR o Twitter, enquanto usuário, a nível de pessoa, uma coisa muito gente, entende?

Vejam o programa:



São -repito- DEZESSEIS horas de aula. Na 4a e mais avançada unidade teremos a complexa, arcana, obscura, danbrowniana atividade de... postar fotos no Twitter.

Eu entendo que é preciso valorizar a inscrição, mas o Twitter NÃO TEM o que justifique 16 horas de aula. A menos que o aluno seja uma daquelas crianças ferais, recém-separada da família de texugos (tm Otávio Mesquita) selvagens que a criou, depois do terrível acidente onde sua família morreu em uma colisão de pedalinhos na Represa Billings.

De qualquer jeito, vale pelo certificado, se eu tivesse tempo (e fosse por um dia só) eu faria, só pra esnobar jornalistas dizendo que EU tenho diploma de tuiteiro.

Aí enquanto eles estivessem no chão, segurando a barriga e rindo, eu sairia de fininho.

Dica incrível do Fernando Passinho

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Pequenos Poderes trazem Pequenas Responsabilidades

Existe uma dissociação entre o Twitter e a Realidade que faz algumas pessoas agirem de forma raivosa, radical ou mesmo apenas burra. Fazem no Twitter o que não fariam no Mundo Real, mas no final descobrem da pior maneira que tudo tem sua consequência, e o mundo Real não está tão longe do virtual.

Que o diga Jon-Barrett Ingels, ex-garçom do Barney Greengrass, um restaurante em Lost Angeles.

Jane Adams, uma atriz da HBO fez uma refeição ligeira (provavelmente um lanche) e na hora de sair não pagou a conta. Disse que ia pegar o talão de cheques no carro e deu um perdido. No dia seguinte o agente dela apareceu e pagou a incrível conta de US$13,44. Normal, acontece.

O nosso garçom não gostou, e soltou o Tweet abaixo:



OK. Já é deselegante falar dos clientes assim, citando nomes. Dizer QUANTO foi a conta, pegou mal, mas ainda por cima reclamar que não deram gorjeta?

Algumas semanas depois a atriz em pessoa voltou, disse que tinha sido alertada do tweet dele, e entregou 3 dólares, que seriam a gorjeta. CLARO, ela deu queixa a gerência, que já tinha ouvido reclamações de várias outras pessoas, questionando a atitude do resmungão.

Não deu outra, levou um pé na bunda. Não faz sentido pegar uma fama de Boteco São Bento por causa de UM garçom que não tem limites éticos e queima fregueses, ainda por cima famosos, em público.

Agora o Zé Mané mudou a Bio do Twitter, onde diz "Desempregado graças ao Twitter".

Foi não, cara. Foi graças a sua estupidez.

Fonte: The NYT

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Grande Crise

Diversos alarmes soaram no BACEN, no Ministério da Fazenda, na FIESP e em outras instituições. A Bovespa neste momento está em alta de 8 pontos percentuais, a FIPE revisou várias estimativas de produção, alterando para cima as metas e projeções para Outubro/09.

Em várias empresas soaram alarmes falsos de greve, até os gerentes entenderem que os funcionários parados em volta da cafeteira não estavam protestando nada, apenas batiam papo por falta do que fazer, tendo cumprido suas tarefas relativas ao dia de hoje.

Uma reunião de emergência do Governo Federal tomou boa parte da tarde, após a qual Marcelo Baumbach apresentou aos jornalistas o quadro geral, onde ficou explicado o inesperado aquecimento da economia e produção industrial brasileiras:

"Em primeiro lugar queremos acalmar os setores envolvidos. O caso é pontual e não irá afetar a longo prazo o controle inflacionário. Não esperamos uma disparada nos preços. O único efeito projetado é um aumento de 4% no PIB. Tenham em mente que essas projeções são válidas apenas se novos casos não ocorreremˆ.

Apresentando um gráfico, Baumbach prosseguiu:




Como podem ver os números estavam normais para uma Quinta-Feira no Brasil: Produtividade em torno de 30%. Então o Twitter começou a apresentar instabilidade. Com isso os usuários ficaram mais e mais preocupados, o que causou uma queda acentuada de produtividade.

Nas redações -o exemplo que pegamos para estudar- a queda do Twitter foi acompanhada de uma queda na produção de matérias.

Por volta de 13:30 os usuários concluíram que o Twitter não iria mais voltar, o que deu a todos os jornalistas brasileiros o que precisavam: Pauta. Notem o pico de matérias.

Nos outros setores produtivos os resultados foram excepcionais. Estamos pensando inclusive em adotar uma espécie de Horário de Verão para o Twitter.

Daí em diante enquanto a produtividade brasileira como um todo subiu a níveis de Milagre Econômico a produção jornalística caía, tendo que apelar para velhas formas de conseguir notícias. Isso gerou diversos casos de atendimento médico. Katia Arima, uma das editoras da Info segurava um telefone de linha fixa e perguntava desesperada "algúem sabe usar isso?".

Após a negativa dos colegas de redação, a pobre profissional teve uma crise de choro e foi removida para o ambulatório da Editora Abril.

Na Globo não foi muito melhor a situação. Bruno Ferrari, jornalista da Época datilografava incessantemente em uma antiga Remington elétrica "ALL WORK AND NO PLAY MAKES JACK A DULL BOY - PLEASE RT".

No mundo dos blogs a situação foi dramática.

Privados de sua principal fonte de leitores, blogueiros rastejavam de volta para o Google, resgatando antigos textos sobre SEO, cauda longa e mandando flores para o Fábio Seixas dizendo "não falei por mal".

A situação ficou instável até o fechamento desta edição. A leve subida no gráfico não é motivo de esperança. A queda de produtividade é normal (afinal de contas é final da tarde) e o aumento de notícias publicadas apenas reflete o aproveitamento maciço da pauta "Twitter ainda fora do ar".

Mais detalhes a qualquer momento no decorrer do período...

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Agora ou Nunca! Vote em Mim no Prêmio Pix!


Minha Gente! Nunca antes na história deste país um blogueiro teve seu incomparável talento, sua inquestionável habilidade, sua inimitável expertise e sua infinita humildade reconhecida como no Prêmio Melhores da Twittosfera 2009, promovido pela igualmente excelente revista Pix.

O blogueiro, claro, sou eu. Estou concorrendo em nada menos que cinco categorias diferentes, já me sinto o Titanic do Twitter, pronto para entrar para a História.

Só depende de você, Querido Leitor(©2009 Rosana Hermann) É preciso que você ratifique com seu voto a minha condição de vencedor!

Cumpra seu dever cívico, utilize os links abaixo e vote, mas vote gostoso, vote com jeitinho. Conto com vocês, companheiro. O Poder é de vocês!

1 - Melhor Avatar - Sim, eu sou o único que faz jus ao avatar de Gregory House. Vote em mim e se eleito for prometo receber o prêmio com uma bengala! Clique aqui e deposite seu voto!

2 - Muso da Twittosfera - Eu sou o único que usa um avatar que não é minha cara e mesmo sendo "denunciado" por gente muuuuito esperta que acha que me escondo (mesmo tendo uma penca de blogs, Flickr, indo a eventos, etc) continuo recebendo elogios. Lembre-se, o único que poderia competir comigo, o Zé Mayer, é fake e é metade mulher. Vote Cardoso como Muso da Twittosfera!

3 - Melhor Briga - Cardoso vs Aquela lambisgóia curitibana usuária de scripts que acha que é relevante. Ajudem-me a colocá-la em seu devido lugar. Prometo que se ganhar e dividir palco com ela, usarei o Jedi Mind Trick e...bem... vocês sabem. Clique aqui, vote em mim e depois conto tudo.

4 - Twitter do Ano - Fala sério, indicado a 5 categorias, esse prêmio deveria ser meu por aclamação. Então, nobre leitor, aclama que eu gosto, votando aqui ni mim como Twitter do Ano.

5 - Twitteiro Mais Chato do Ano - Esse prêmio tem que ser meu. É o meu reconhecimento, toda uma vida, uma obra, tanto tempo dedicado: Seja justo e reconheça meus esforços, vote Cardoso para Twitteiro Chato do Ano.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sobre Twitter, Propaganda e a Vagina da Bottan

Hoje meu twitter pipocou uma mensagem da Mirian Bottan sobre um tal DesafioSEDA10, e como não estamos na Jamaica imagino que a SEDA em questão seja o xampu.

Não sei é uma daquelas promoções retwite e ganhe, ou se ela está sendo remunerada pra isso. Não me interessa, até porque xampu é coisa de frutinha, macho que é macho lava a cabeça com Sabão Português.

O que percebi é que só vejo coisas “boas” anunciando em redes sociais. Produtos de beleza, chicletes Trident Splash, passagens aéreas, coisas do Gênero. Blogueiros e twiteiros, quando contratados para divulgar os produtos, associam suas imagens a eles, mas sempre com produtos “positivos”.

É legal ver a Bottan anunciando xampu, mesmo que a possibilidade de um vídeo do banho seja pequena. Mas será que ela anunciaria Vagisil, aquela linha de produtos de manutenção feminina, voltados pra área de lazer?

Será que algum blogueiro anunciaria Cialis, faria um testemunhal de Viagra ou mesmo participaria de uma ação, um test-drive do tal Levitra (que deveria se chamar logo Levantra)?

O consumo de medicamentos para disfunção erétil (ou paumolescência) entre o público jovem é bem alto, está sendo usado como dopping e a grande verdade é que funcionam (dizem). Só que o estima de ser chamado de broxa é mais que suficiente para afastar todo mundo menos o Morróida desse tipo de ação.

Por falar nisso quem anunciaria em seu perfil de rede social remédios para hemorróidas? Mau Hálito? Recuperação de Crédito?

A Suzana Vieira antes de resolver virar mocinha de novo foi garota-propaganda do Corega, aquele fixador de dentaduras. Será que hoje ela está satisfeita com a associação?

No momento em que a propaganda em mídias sociais implica na associação do usuário-divulgador com a marca, está limitada a quantidade de produtos que podem ser associados de forma positiva. Ninguém depõe (conscientemente) contra si mesmo. Associações ruins não são boas, por mais óbvio que possa parecer.

A propaganda tradicional tem a vantagem de ser impessoal. A menos que o anúncio seja MUITO picareta, o blogueiro não é "culpado" pelas besteiras que o Google coloca no AdSense. Ao menos nunca me cobraram se eu tinha recebido o Sagrado Coração de Jesus. Quando vira pessoal, perde-se essa imunidade diplomática. VOCÊ está falando do produto, então algum aval está dando. Por isso pensamos 5x antes de aceitar qualquer campanha nesse sentido. É o nosso na reta.

Até porque mesmo que a Bottan tope fazer propaganda do Vagisil, com o slogan de que a qualquer momento sente como se estivesse usando uma vagina que acabou de tirar da gaveta, dificilmente toparia uma campanha de Takil, Creme Vaginal, por mais eficiente no tratamento de corrimento o produto seja.

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domingo, 13 de setembro de 2009

Resolvendo a briga veículos x jornalistas x twitter

A semana foi agitada com várias empresas baixando normas de utilização do Twitter para seus funcionários. Como sempre no Brasil foram muito além do razoável, que seria "Não se fala do Clube da Luta no Twitter", e outras regras baseadas no bom-senso.

Basicamente profissionais da Folha não poderão nem pensar em jornalismo no Twitter. Que dirá falar.

Eu acho isso de uma infantilidade atroz. Qualquer jornalista que se irrite vai criar um twitter anônimo, chamar de GargantaProfunda2247 (os outros 2246 já terão sido criados por outros jornalistas irritados que tiveram a idéia primeiro) e postar o que quiser.

A solução é retaliar. Nada como um pouco de reciprocidade. Portanto sugiro aos coleguinhas jornalistas a seguinte estratégia:

OK, jornalistas não podem usar o Twitter de forma livre e responsável. Tudo bem. Então o Twitter também deixa de ser fonte de pauta. Voltamos aos bons e velhos press releases.

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sábado, 12 de setembro de 2009

Pô Cardoso, photoshop da Twittess é sacanagem!

Eu sei, eu sei. Vai todo mundo me acusar de ser um FDP e montar photoshop pra sacanear a menina. É baixaria, nada a ver. Complicado transformar uma visionária do Twitter em uma candidata a garota da laje. Porra Cardoso, isso não se faz. Sério. É falta de argumento, só pode ser. Você realmente demonstra que sua forma de ganhar relevância não funciona mais, quando tudo que tem a dizer contra a Professora do Twitter é isso:



DIREITO DE AUTO-RESPOSTA: Não é photoshop. Quando o Slonik, do Novo-Mundo me passou o link original (aqui) com o flyer, que  pode ser encontrado na página de promoções da Sistema X, uma casa cujo ponto de venda é ter "4 amplos banheiros", eu JUREI que era sacanagem dele, bom FDP que é.

Sério. Alguém POR FAVOR assessore essa moça.


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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Depois da Bottan lá fui eu me desnudar na Pix

Calma, não foi um surto de insanidade igual ao que levou a Status a exibir Gal Costa nua em um ensaio, e consequentemente provocou o fechamento da Revista.Tirei a roupa para a Pix apenas metaforicamente, apesar de saber (hehehe) que a imagem mental não sairá de sua mente tão cedo.

O YouPix sobre virais e sucesso nos tubos das internetes foi excelente. De longe a melhor mesa que participei. O Gafanhoto estava lotado, com direito a gente assistindo pelo telão, cobertura oficial via Twitter e streaming.

Utilidade pública: Descobri umas mensagens de gente perguntando se eu apareci na MTV. Apareci sim, fui entrevistado pelo canal, durante o YouPix. Satisfeito?

OK,voltando: A Bia Granja não me alertou do tamanho da coisa (tudo bem, eu não faço isso também, embora o contexto seja outro) . Os eventos do Gafanhoto aos que estou acostumado são coisas bem mais singelas, o YouPix é enorme. Foram por volta de 500 pessoas e 115 caixas de cerveja.

Certo, eu deveria ter desconfiado que a Rosana Hermann e o Marcelo Tas não iriam em qualquer Fazenda, que dirá Granja.

A estrutura do evento permaneceu fiel ao Gafanhoto, e embora profissional e planejada, manteve um ar de informalidade. Em momento algum ninguém ali pareceu se levar a sério demais.

O papo começou morno, até que a Rosana percebeu que não era um debate e ela não era moderadora. Aquilo era um programa de TV. Nessa hora ela se levantou da cadeira, pegou o microfone e foi pra platéia. Chupa Serginho Groisman!

Daí a coisa desandou, no bom sentido, é claro. Até Gustavo Fortes, a cara respeitável da Espalhe,que por um momento parecia estranho no ninho se soltou, e me deu uma boa sacaneada. O Tas também teve a rara habilidade de me sacanear direito. Mas ele é um profissional e o Gustavo já foi contaminado pelo MrManson, está explicado.

Ali tive um insight de porque provoco tanta inveja e aporrinhação: Realizei o sonho alheio, ao participar de um programa da Rosana Hermann E dividir palco com o Marcelo Tas. Foi mal ahê.

Encontrei velhos amigos, conheci vários fãs, conversei com os suspeitos habituais e consegui até arrancar algumas risadas da platéia. Para alguém que reluta em sair do armário da comédia, foi uma vitória e tanto.

O bate-papo sobre virais foi completamente diferente do normal; ninguém, nem o Gustavo levou para o viés publicitário, todos tentaram passar o efeito humano dos vídeos. Interessava se era feito por pessoas e como outras pessoas interagiam com os virais, publicidade ou não. O Tas sugeriu inclusive Shakespeare, como base a se ter para criar bons virais.

Por falar em monstro sagrado da mídia, o clima informal fez com que os outros debatedores, como a Elisa Araújo e o Jackson, bem como a platéia interagissem normalmente, sem medo de contestar tal pessoa. Eu gostei, gosto de ser contestado.

Para o YouPix ser perfeito eu só diminuiria o tempo da balada, aumentaria o tempo do bate-papo e serviria cerveja para a mesa, mas mesmo no modelo atual eu iria a todos, não é todo dia que se participa de um debate que funciona segundo a melhor, primeira e essencial regra de como fazer sucesso na Internet:

“Sucesso verdadeiro faz quem acha (ou cria) algo genial, não alguém que se acha genial”

O resumão do YouPix está aqui neste link.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Twitter sem propaganda não me interessa

O discurso criptocomunista do brasileiro letrado típico, aprendido através de professores pseudo-revolucionários no colégio e cimentado pelos DAs das faculdades criou um ódio ao marketing e a publicidade que tornou "marketeiro" uma expressão que é falada quase cuspindo.

Se a lógica desses discursos fosse verdadeira milhares de criancinhas já teriam morrido ao descobrir da pior maneira que:

1 - Grades de zoológicos são fáceis de pular e...

2 - Assim como Michael Jackson, ursos polares preferem carne de tenros garotinhos, e não gostam de Coca-Cola (se bem que o Michael ainda tinha a desculpa de ser contratado da Pepsi)

Como isso não acontece, e ninguém toma Mal Nojenta apesar da cerveja estar intimamente associada ao Rock in Rio, um evento que mora no coração de uma geração inteira. DESAFIO a uma cria dos Anos 80 dizer que não se emociona com o tema de Eduardo Souto Neto:


Na Internet há um medo patológico de tudo que é propaganda. Se eu postar um vídeo da Megan Fox Nua Pelada Sem Roupa fazendo strip-tease (eu sei, não me corrija, cacete) mas disser que é "um viral", muita gente não verá e/ou falará mal. Apesar de ser a Megan Fox Nua Pelada Sem Roupa fazendo um strip-tease.

Como terá gente nos comentários dizendo que "Megan Fox Nua Pelada Sem Roupa fazendo um strip-tease" é uma frase para o Google, caça-para-quedistas, bla bla bla vendido, etc, etc.

Essa patrulha anti-marketing tem UM efeito especialmente nocivo: Faz com que as pessoas fiquem receosas de opinar. Já vi várias vezes gente dizer "não falei pra não parecer propaganda".

Pois vou contar um segredo: É propaganda. Quando você diz que gosta de um produto, de um local, de uma pessoa, ESTÁ fazendo propaganda. E não há nada de errado nisso.

Mesmo que gente pegue um conceito básico como o boca-a-boca e estique até virar cauda longa, ainda assm continua sendo gente falando de coisas que gostam. É natural ao ser humano. Já perdi a conta de quantos já converti ao Gravity, melhor cliente twitter do Universo para Symbian, e ao DealExtreme, fonte de todas as porcarias chinesas que tanto amamos.

O DealExtreme tem inclusive um programa de afiliados, mas não tive nem tempo de me inscrever. No dia que fizer isso GARANTO que encherão meu saco dizendo que recomendo pq estou ganhando.

Eu não quero isso no Twitter. Quero que o Tas possa colocar o #xtreme dele em paz, que o Clube Social possa colocar #clubesocial ao invés de ter que apelar pra "#inconfundível" pra fugir do patrulhamento, e quero que quem eu sigo e interajo possa recomendar links, produtos e serviços sem medo de acusações de jabá.

Cauda Longa só funciona quando consumidor se sente LIVRE para gostar do produto E expressar seu sentimento. Feito isso o Twitter vira o maior site de recomendações / procon / helpdesk / fansite do mundo, o que é maravilhoso.

Do contrário se resumirá a um lugar onde velhos reclamões farão posts raivosos sobre tudo que odeiam, afinal como já me disseram "ser bom não é mais que a obrigação, não vou elogiar produto por causa disso".

Assim, sugiro cortar o mal pela raiz. Caso alguém reaja com acusações de jabá a algo que você legitimamente gosta e elogiou de forma espontânea, rebata com as palavras da virginal, doce, inocente e pura Mírian Bottan: "Pega na minha e balança".

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domingo, 30 de agosto de 2009

Twitter é nitroglicerina pura, o que é excelente!



A paisagem acima é o Twitter. Um campo vazio, sereno, lugar para dar uma parada durante uma viagem, descer do carro, bater um papo, tomar uma cervejinha, explorar um pouco.

A paisagem acima é o Twitter. Tire a estrada do canto (é um aterro recente), substitua-a por mar, diminua talvez mais ainda a linha da costa. reconhece o lugar? Chama-se Termópilas, fica na Grécia e foi onde 300 espartanos enfrentaram 1 milhão de persas, em uma das batalhas mais sangrentas da História.

Estou vendo muita gente desiludida com o Twitter, esse campo está povoado de ovelhas dente-de-sabre que na falta capacidade para construir algo, preferem se unir em uma anti-sinergia, onde 1+1 dá menos que 1, atacando desesperadamente tudo e todos, em busca de uma notoriedade que não conseguirão.

O Patrulha do Twitter chega a ser patética. Atacam uma criança de dez anos por cometer um erro de português, e atacam a MIM pelo mesmo motivo, menos de 12h depois de ter declarado publicamente que sequer sei escrever os "porquês" corretamente (não me mandem links).

Isso é frustrante. Assim como a dimensão que se deu ao caso da Xuxa; uma mãe defendendo a filha e assustada com a fúria com que caíram em cima dela. Não sei exatamente em que parte do contrato para pessoas famosas está escrito que elas tem que aceitar sorrindo enquanto uma menina de 10 anos é chamada de puta e piranha, como fizeram diversas vezes no dia.

Melhor: Depois que Xuxa desceu aos porões do Inferno e foi praticamente igualada a Hitler, um site tentou uma brincadeira; escreveu uma reportagem com informações de que a Xuxa iria processar e fechar o Twitter. Como sempre acontece nesses casos, os histérico-desesperados leitores de títulos correram repassando a notícia, adicionando sua indignação-do-dia aos RTs.

A mensagem subliminar ao final do texto provavelmente passou despercebida.



A mídia de verdade chegou a pegar a notícia, um site do Piauí publicou com direito a atribuição falsa de fontes. Jornalismo de primeira.

Já os blogs sérios não caíram no conto. Em Outubro de 2006 um experimento meu com as clássicas Fotos do Acidente do Vôo 1907 da Gol demonstrou o perigo dos leitores de título E a incapacidade geral de interpretação de texto. Isso deixou muita gente de orelha em pé, o que é bom.

A notícia da Xuxa entretanto não explodiu. Em menos de 24h muito pouca gente repassava a informação e cada vez que alguém o fazia era soterrado por uma avalanche de respostas avisando que era uma notícia falsa.

Algum tempo atrás um desses sites de nãotícias de celebridades "Bruno Gagliasso atravessa a rua" - juro, teve uma assim publicou fotos da Lynn, filha do Ritchie, desfilando de biquíni na praia. Tudo muito bom, tudo muito bem mas... não era ela. Ritchie prontamente comunicou, e a notícia se espalhou entre sua base de fãs.

E a QUEM MAIS interessa, a uma pessoa pública manter informados do que seus fãs? São eles que inciarão as campanhas, eles que invadirão as redações, eles que mostrarão de verdade o que estão pensando.

O Twitter é um campo de batalha, mas não somos 300 contra um milhão, somos UM e vencemos. Porque não importa o que saia nos jornais, TV, no Ego, no New York Times, se for algo sobre uma pessoa que eu gosto e acompanho, irei checar a veracidade no Twitter da pessoa.

Temos uma fonte confiável que pode ser confrontada diretamente. Ontem mesmo Leo Jaime avisou: Uma declaração minha em tom de brincadeira será usada fora de contexto. Deu os detalhes e desarmou a bomba antes mesmo de ela ter sido finalizada.

ISSO é um uso construtivo do Twitter, e admiro quem percebe e se utiliza disso.

Se o Twitter existisse nos anos 80 o Mário Gomes nunca teria o trauma que tem em relação a legumes ricos em betacaroteno. Afinal, quando mais explosivo o boato, melhor para os dois lados. Como todo mundo que cresceu vendo Sessão da Tarde sabe, nitroglicerina é a melhor coisa para apagar incêndios em poços de petróleo.

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sábado, 29 de agosto de 2009

O Anti-Social aqui sou EU!

Eu sou o Rei do Block, confesso. Outro dia fiz um script para listar meus bloqueados. Digamos que a lista tinha mais de 1300. Acho ótimo, isso criou um ambiente altamente darwinista onde só interajo com quem acho interessante.

Como? CLARO que é um direito meu. Interagir comigo é um privilégio.

Agora repita: "Interagir comigo é um privilégio".

Viu? É uma verdade para QUALQUER UM NO PLANETA. Seu tempo vale tanto quanto o meu.

Eu não gosto de interação indiscriminada, isso me coloca em contato demais com gente, não exatamente meu passatempo favorito. Mas no Twitter aprendi tolerância. Pela facilidade do block (3 cliques, eu contei) me dou ao luxo de responder quase todo mundo, pois sei que ao contrário do blog, no twitter aquela criatura nunca mais me encherá o saco, se for uma daquelas malas em escala industrial.

Essa fama eu aceito.

Problema é quando PASSO por anti-social sem ter feito nada, e é o que está acontecendo com muita gente. Descobri hoje por exemplo que tenho tudo para passar uma imagem de perfeito babaca, para a Júlia Jups, que fala comigo na boa e ainda tem o ponto positivo de ter banda, estar no MySpace e NÃO mandar spam.

Motivo? Ela bloqueia os updates no twitter:



Qual o efeito disso: Eu não vou ler as mensagens que ela enviou para mim, no http://twitter.com/#replies . Elas não aparecerão na minha listagem, pois o Twitter não tem poder de ler timelines bloqueadas.

Descobri por acaso uma hoje, via este RT do Kedley.

Por isso, meninos e meninas, não bloqueiem seus twits. Vocês só prejudicam quem não tem nada a ver com o motivo que levaram ao uso da restrição. Bloqueie os idiotas, é mais fácil, mais divertido e faz bem ao estômago.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Toda Ale Ferreira tem seu dia de Maddie Hayes

Uma das séries mais queridas por quem via televisão nos aos 80 era Moonlighting, "brilhantemente" traduzida por "A Gata e o Rato". Lançada em 1985 contava as aventuras de uma ex-supermodelo que ficou pobre e só tinha como fonte de renda uma agência de detetive, e o picareta que era teoricamente o chefão da agência e responsável por tudo.

Maddie Hayes era interpretada pela maaaaaaaravilhosa e estupefaciante Cybill Shepherd, já David Addison, o picareta era o igualmente picareta Bruce Willis, na época ainda com cabelo.

Durante 5 temporadas acompanhamos as confusões (hoje inocentes) os perigos, os personagens evoluindo e passando de desprezo a tolerância, admiração e até amor mútuo. Só que por muito tempo ninguém pegava ninguém. Sempre rolava um clima, ficavam no quase mas não acontecia.

Por pressão dos espectadores eles acabaram ficando juntos. Desse episódio em diante os mesmos fãs que exigiam que seus personagens fossem felizes perderam o interesse e abandonaram o seriado aos bandos.

O que aconteceu?

Simples: Um componente básico da dramaturgia é o conflito. Quando temos um casal onde um não quer, temos conflito. Quando temos um casamento em briga, temos conflito. Quando temos um casal alegre feliz e bem-resolvido, temos algo extremamente chato do ponto de vista dramático.

Tá eles ficaram juntos, e agora? Pois é, agora nada. As fãs que fantasiavam com David mas gostavam da Maddie a estariam "traindo emocionalmente" se continuassem. Os homens que adoravam a Maddie, com seu relacionamento estável perdiam parte importante da fantasia.

A grande graça é que nenhum fã tem consciência disso quando pede, exige que o casal de protagonistas de sua série abandone a tensão sexual e parta para as vias de fato.

Pode reparar: A menos que seja uma sitcom os protagonistas muito raramente terão um relacionamento estável entre si. Mesmo que casados, as caras-metades raramente aparecerão. Isso é estudado para não melindrar o espectador com um corta-tesão de ver seus personagens favoritos alegres felizes casados e entediantes, jogando-o, o espectador, para escanteio. Quando tem um relacionamento, é algo problemático.

Listemos alguns exemplos:

  • McGyver - Nunca teve namorada. Rolou uma ficada em um ou dois episódios
  • Star Trek - Todos solteiros
  • Arquivo X - 5 ou 6 anos até rolar um beijo e só
  • Bones - Tensão sexual até o osso (desculpe). Vão transar mas apenas pq ela quer o sêmem de booth pra ser mãe
  • House - Já quase se enrabichou com a ex (big mistake) e com a Cuddy, mas estava viajando. Sem as piadinhas e o estilo morróida, qual graça ele teria?
  • Scrubs - JD é "casado" com Turk, então o fato deste último ter virado "homem de família" não importa muito.
  • Dexter - Quando arrumou a namorada britânica ficou um porre. Ele mesmo reconheceu. Embora vá casar com o entojo da namorada grávida, o fato do Dexter ser Dexter invalida todo o conceito de "casamento feliz e estável".
  • Criminal Minds - o único com família visível, o Hotch tomou um pé na bunda. O resto ou estão enrolados ou são como o relacionamento da Garcia, que é nerd, super-legal vê-la com namorado mas o que os fãs queriam mesmo era que o Derek Morgan desse uns pegas na gordinha linuxeira (já que não podemos ser nós a dar). Não vai acontecer.
  • 30 Rock - Se Liz e Jack começarem a namorar firme como veremos Liz sendo estabanada e Jack sendo o machista chovinista incorrigível de sempre?
  • Lei e Ordem SVU - É CLARO que o Eliott já pensou em dar uns pegas na Olivia. Mas se os roteiristas fazem isso teríamos uma série policial chatíssima, sem os conflitos trabalho/família.
A maioria dos roteiristas sabe e avisa aos fãs, nas palavras do Filósofo Jagger:

"Você não pode ter tudo que quer mas se tentar pode conseguir o que precisa"

Fãs acham que querem a felicidade de seus personagens mas anseiam o conflito. A alegria de um casal logo se transforma em reclamações quanto ao tédio que a série se tornou. Que graça teria se Leonard começasse a namorar firme a Penny, em Big Bang Theory?

Uma das poucas séries onde temos casais casados com famílias constituídas é The Unit, mas como as mulheres formam um núcleo a parte com subhistórias próprias, fica mais fácil entendê-las como parte de um núcleo, e as histórias raramente são sobre seu dia-a-dia familiar. Quando é, há conflito externo.

Portanto, a melhor forma de fazer o público perder interesse é dar o que ele quer e fazer com que um protagonista em eterna busca encontre o que procura, ou que casais sempre no quase cheguem aos finalmentes.

Entendeu, Alê Ferreira? Por isso você perdeu seguidores ontem. Cada vez que você posta comentários no Twitter sobre seu namorado, cada vez que você -horror!- faz RT de comentários dele dizendo o quão legal é namorar você, se torna desinteressante ao espectador.

Como assim você não é um seriado? É sim! Um Reality. No momento em que você (ou qualquer outro tuiteiro) decide compartilhar partes de sua vida online, deixa de ser um indivíduo e vira uma espécie de mídia. E como mídia estamos sujeitos a muitas das regras que vem regendo a dramaturgia desde que o mundo é mundo.

Isso quer dizer que você não pode falar do seu namorado?

Hummm pensando bem, por um certo ângulo...

Eu sei, é injusto para caramba, não faz sentido gente que não te conhece, gente que você JAMAIS chegaria a menos de 5m da jaula, que dirá sair pra uma ficada pedir as contas e te abandonar por ousar ter um namorado.

Só que não sou eu quem faz as regras. Isto aqui é algo que faria alguém assistir a uma série?



Nas redes sociais você só é percebido realmente como indivíduo por quem te conhece pessoalmente. Por mais que tenhamos plena consciência de que são pessoas por trás dos nomes, o distanciamento nos transforma em espectadores. E espectadores estão sujeitos a cobrar as 36 Situações Dramáticas, compiladas por Georges Potis, sem as quais não há conflito, e sem conflito não há interesse.

Qual a saída? A mais cômoda é parar com os twits de lambeção, pedir pro cidadão parar de ficar esnobando que é seu namorado. Só que a cômoda não é a mais justa. Eu sugeriria que você começasse a investir no "personagem" do namorado, mas com um qualificativo mais abrangente do que "namorado". Do jeito que está é um empecilho, não um personagem interessante. Venda o peixe como um cara legal, não fique mencionando que é namorado o tempo todo. Nós sabemos, você sabe.

Se tudo der certo vocês viram DOIS personagens legais e muita gente vai querer que fiquem juntos, acharão legal quando descobrirem que já estão, e compensarão os inconformados que saírem.

Tente passar o namoro não como algo escrito em pedra, Imortal Posto que é Chama, mas como alo legal que está rolando. Depois do Felizes Para Sempre todo mundo fecha o livro. Já o namoro normal, ninguém sabe para onde vai mas é legal de acompanhar. A situação não-convencional, Internet, Twitter, isso faz com que o espectador não seja tão radical quanto a você arrumar um relacionamento estável, mas aquela pessoa TE segue, não a seu namorado, se ele não é tão interessante quanto você, vira um intruso.

Aí, ou acha alguém já considerado interessante (DM!DM!) ou mostra pros espectadores que o @zerrenner é SIM interessante, independente de ser seu namorado.

Se bem que por mim mandava pro paredão :):):):):):):)





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domingo, 16 de agosto de 2009

Twitter virou MySpace de Pobre?


foto: Tomas Castelzado - Wikimedia


A praia do Twitter foi invadida. Mas tudo bem, são doces bárbaros, gente que a cada dia prova que não precisa provar nada para ninguém. Leoni, Ritchie, Leo Jaime, o Tico Santa Cruz, Roger e vários outros. Verdadeiros inimigos do rei na barriga, não incentivam tietagem nem buscam desesperadamente seguidores. Nenhum deles sorteia iPhones, exceto o Tico Santa Cruz, mas ele tem motivos justos.

Talvez atraídos por esse pessoal um porrilhão de bandas abandonou o MySpace, ou pelo menos deixou de viver somente por lá, e veio para o Twitter encher nossos ouvidos. Não que a música seja ruim (ok, estatisticamente dá pra dizer: É) mas não nos deixam nem o direito da dúvida. Atacam de SPAM, criam usuários falsos, mandam sempre as mesmas mensagens e só faltam ordenar "Retwite, seu filho da puta".

Sinceramente estou pouco me lixando se você faz "um som jovem, feito por jovens" ou se você tem "som fino", ou se toca sax através de um tubo enfiado no rabo. OK, esse último deve ser interessante de se ver.

Você sabe qual a diferença entre os megapopstars do 1o parágrafo e a sua banda?

Primeiro, a banda deles tem mais fãs do que componentes, o que a indicação mínima de sucesso, e só não é aplicada no caso dos Titãs, e não pela ausência de fãs.

Segundo, eles são gente, não bandas. O Twitter interliga PESSOAS. Nós gostamos de interagir com elas, 4 da manhã falando besteira não é um cara que enche um estádio, é um sujeito igual a mim do outro lado.

Eu não faço "divulgação". Não sou institucional. Eu repasso o que acho legal. O que mais acho legal são pessoas interessantes, então se é alguém que eu gosto, VOU repassar seu trabalho. Do mesmo jeito que um monte de gente faz RT dos meus posts nos blogs, que é o MEU trabalho.

A bandinha que queima toda essa etapa da interação e vai direto pro spam joga fora a possibilidade de criar relacionamentos, trata pessoas como números e twitteiros grandes como máquinas. Não Somos Máquinas, Somos Homens, cacete. Se eu nem existo como gente para você como quer que eu perca meu tempo ouvindo seu som?

Outro dia estava no meio de uma discussão sobre bandas, interagindo com um monte de gente, quando a Fernanda, que estava no meio do papo e já trocava mensagens comigo de outros carnavais twitteiros postou que também cantava, com um link pro MySpace.

Alguém que está no Twitter todo dia, me segue, conversa comigo, não vou clicar? Fiz e tive uma grata surpresa, retwitei na hora. Ouva e entenda.








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Eu teria clicado se fosse um bot sem alma qualquer respondendo por palavras-chave, pedindo "ouça minha banda" ou "vote em mim no VMB"? Dificilmente.

Quem perde? A banda. Eu não perco nada, continuo ouvindo as bandas que gosto E descobrindo o trabalho das pessoas que gosto. Cada bandinha spammer que deixo de ouvir é mais tempo para ouvir a Fernanda ou a Monique.

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