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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Maconha: Apologia ao Debate

housevinhoHoje o Tico Santa Cruz convocou uma movimentação para colocar #PlanetHemp nos Trending Topics, uma forma de protesto para tentar trazer de volta o grupo, ao mesmo tempo em que chama a sociedade para o debate sobre a questão das drogas recreativas.

Não acho que vá conseguir, muito pouca gente tem coragem de colocar a cara a tapa (mas não vê problema em dar um tapinha escondido). Eu estou apoiando a campanha, debate é sempre bom, mas confesso que estou fazendo uma por conta própria:

A imagem de meu avatar demonstra meu apoio à campanha “não deslegalize”. A folha de parreira faz alusão ao vinho, bebida que desde a Aurora do Homem representa a máxima de Homer Simpson: “Álcool: Origem e solução de todos os problemas”. Claro, é uma esnobada no Tico, afinal a minha folha causa muito mais problemas sociais e de saúde do que a dele, mas a minha é legalizada.

Não vou transformar isso aqui em um grande palco de intermináveis discussões, até porque não acho que o brasileiro consiga discutir assuntos realmente polêmicos sem cair na histeria. O próprio Tico está sendo atacado e xingado por tentar promover o DEBATE.

É só isso que ele pede.

Eu gostaria MUITO que o Brasil ultrapassasse a infância e discutisse esses temas como países mais adultos. Aqui temos a figura da apologia ao consumo de drogas, que é uma coisa MUITO idiota. Se falar “vamos discutir” já é visto como apologia, qual a alternativa a não ser a ilegalidade?

Felizmente não é ilegal nos EUA, onde na Fox, um canal conservador republicano Seth MacFarlane, criador de Family Guy pode se expressar e discutir em um episódio de um desenho animado o que não conseguimos discutir nem nas Universidades (fora dos DCEs, claro). Veja o que acontece no episódio “420” de Family Guy, quando Brian decide militar pela legalização da maconha em Quahog.

Consegue imaginar isso no Brasil? Well, não precisa imaginar, as legendas estão em português, o episódio passou por aqui mais de uma vez e o vídeo está disponível no Mundo Fox.

Então só posso RIR dos histéricos atacando o Tico Santa Cruz como se ele fosse uma Pandora Maldita, enquanto suas TVs passam a mesma discussão levantada por ele, disfarçada de… desenho animado.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Irã, Humor, Brasil

 

Uma das maiores mentiras que gostamos de propagar é que brasileiro é bem-humorado. Não somos. Fingimos. Nosso humor socialmente aceito é o humor lobotomizado do Zorra Total, estereotipado mas despido de qualquer crítica como o Toma Lá Dá Cá, escatológico como a Amy Winehouse do Pânico e direcionado a alvos seguros, como o CQC e o Casseta atingindo políticos.

O caso do Robin Williams deixou isso bem claro. Não basta ganharmos uma Olimpíada (mais precisamente o direito de sediar). O Mundo tem que se curvar diante de nossa infinita superioridade, a História tem que nos redimir, e nossa alegria latina deve ser sempre exaltada. Deixem que nós façamos as eventuais piadas, não ouse fazer uma também.

Agora por causa de uma piada que é SIM engraçada, e que se contada em mesa de bar todo mundo ri (eu testei) querem o couro do Robin Williams. Já foi dito que o Governo do Rio irá processar o ator, o Twitter está cheio de gente indignada com o “assunto sério” e outros acusando-o de “inveja”.

Já vi gente dizendo que se ele falasse a mesma piada referindo-se a Chicago haveria dezenas de protestos. Óbvio que quem fala isso não tem o conceito de Liberdade de Expressão e nem de Senso de Humor. Acha que stand-up é aquilo que se faz no Brasil.

Esse tipo de xiitas do politicamente correto me lembram xiitas de verdade, ou pelo menos Shias. Ou melhor, me lembram GOVERNOS autoritários baseados nessas etnias. Por isso quando vejo o que aconteceu com Maziar Bahari, não tenho coragem de dizer “no Brasil não é assim”, no máximo digo que ainda não é.

Maziar Bahari é um jornalista iraniano-canadense, correspondente da Newsweek em Teerã. Um belo dia ele topou dar uma entrevista para o Daily Show, programa de fake news do Jon Stewart, o Marcelo Tas americano. Foi na semana em que a Revolução Micada aconteceu por lá.

O Daily Show faz o tipo de humor que não funciona no Brasil, cheio de sarcasmo, ironia e exigindo que o espectador pense. Chamar a primeira de uma série de reportagens feitas no Irã de “Além do Véu – Minaretes da Ameaça” aqui faria com que leitores de título já entrassem protestando contra a matéria “tendenciosa”.

Na série de reportagens ficamos conhecendo um povo muito mais simpático e ocidentalizado do que jamais esperaríamos encontrar. E sim, há shopping centers por lá.

Um dos entrevistados é Maziar Bahari. Jason Jones, o repórter do Daily Show apresenta o encontro como se fosse algo extremamente clandestino, marcado em uma casa de chá escondida. Ele faz o gênero Agente Disfarçado:

jasonjones1

Claro, o encontro não é exatamente secreto:

jasonjones2

Bahari não fala nada, absolutamente NADA contra o Regime, seu discurso é “não odiamos ninguém, temos muito em comum, vamos fortalecer isso, não as diferenças”.

O resultado disso?

Maziar Bahari foi preso, sem nenhuma acusação formal. Foi forçado a confessar para as câmeras da TV Iraniana que tinha conhecimento que jornalistas ocidentais eram espiões, e o clipe do Daily Show foi usado como parte das “provas”.

O interrogatório foi digno de uma comédia, embora mortalmente sério. O agente da Guarda Revolucionária não conseguia entender como um jornalista americano vestido de espião de um filme ruim poderia ser… engraçado.

A graça acabou quando os dias foram passando, as ameças de morte aumentando, os longos interrogatórios, tortura psicológica e acusações de espionagem foram se acumulando.

No total Maziar Bahari ficou preso, sem direito a advogado ou ao que quer que seja por 118 dias, 12 horas, 54 minutos. Somente depois que o Primeiro-Ministro canadense e a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton pressionaram o governo iraniano ele foi solto.

Sem explicações, sem justificativas, sem desculpas. E ainda ouviu de seu interrogador: “Nós podemos prender você quando quisermos, em qualquer lugar. Você volta pra cá dentro de um saco”.

Esse é o regime do Segundo-Amigo (o primeiro é o Chavez) Ahmadinejad. Esse é o regime dos que não tem senso de humor, esse é o regime dos que acham muito mais fácil prender o humorista do que tentar entender a piada.

Mesmo assim, minha simpatia ainda está com o Irã, pois lá o Governo prende o povo que tem senso de humor, aqui o povo pede que o governo prenda.

Assista:

Primeira matéria de Jason Jones no Irã

The Daily Show With Jon Stewart Mon - Thurs 11p / 10c
Jason Jones: Behind the Veil - Minarets of Menace
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Health Care Crisis

Entrevista de Maziar Mahari no Daily Show, depois de ter sido libertado.

The Daily Show With Jon Stewart Mon - Thurs 11p / 10c
Maziar Bahari
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Health Care Crisis

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sábado, 7 de novembro de 2009

A Queda da Uniban

Se há algo que eu não tolero é intolerância. Hipocrisia então é algo que não engulo.

Quando vi o vídeo da Geysa, aluna da UNIBAN sendo hostilizada por uma turba ensandecida de "alunos", a ponto de ser expulsa aos gritos de "puta", sob escolta policial, achei que estávamos na Idade Média, e que provavelmente ela pesava o mesmo que um pato.

A resposta da faculdade foi mais assustadora; primeiro ficaram na defensiva, depois partiram para a prática brasileira mais popular depois da fofoca: Culpar a Vítima. A situação chegou as raias do surreal quando a Folha noticiou que a aluna foi... expulsa.

Isso resultou numa chuva de ataques no Twitter, o pessoal está chamando a UNIBAN e seus alunos de nazistas para baixo.

Nem todo mundo concorda...



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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Passarinho na Gaiola: Anarquista burro preso por twittar

Uma das ilusões dos jovens pseudo-revolucionários de hoje é que a Internet é terra-de-ninguém. Não é bem assim. A Constituição veda explicitamente o anonimato, que é figura execrada pela maioria dos Juízes, daí a agilidade com que o Luis Nassif conseguiu identificar quem o estava atacando de forma covarde e anônima, por exemplo.

A outra ilusão é que todo mundo com mais de 30 anos é burro. Eu concordo plenamente com a máxima "Não confie em ninguém com mais de 30 anos", mas só porque sua mãe não sabe programar um videocassete, não quer dizer que todo mundo na mesma faixa etária seja igualmente retardado tecnologicamente.

Segurança por obscuridade não funciona, já dizia corretamente a galera do Open Source. Segurança baseada em estupidez alheia é algo que Sun-Tzu, aquele autor que a Twittess lê, riria a ponto de rolar no chão.

Que o diga o idiota chamado Elliot Madison, metido a líder anarquista. Durante a reunião do G-20,em Washington, o candidato a Fidel estava em um hotel com vários rádios monitorando as frequências da polícia.

Acompanhava a movimentação das tropas e repassava via Twitter para o pessoal que estava no chão, efetivamente enfrentando bala de borracha e gás lacrimogêneo.

Era uma posição invejável, e nem falo do ar-condicionado ou do serviço de quarto. Pense bem, liderança sem sujar os pés. E pior, funcionava.

Quer dizer, por um tempo. O que nosso Guy Fawkes dos tempos modernos, nosso Codinome V com mordomias não sabia era que, well... a polícia sabe que o twitter existe. Isso mesmo.

A cereja do bolo é que o gênio estrategista não só estava tuitando com a própria conta, como o fazia usando o próprio nome. Como todo revolucionário de butique provavelmente se registrou com o nome verdadeiro e pagou com cartão de crédito. Nao exatamente algo complexo para o FBI rastrear.

Fim da história: Foi em cana, e pior, nem se chegou a um consenso se o que ele fazia era ilegal. O único consenso é que foi MUITO burro.

Se bem que dadas as imagens que ilustram este texto, todas retiradas da matéria do Daily Show sobre o protesto, e exibindo manifestantes legítimos, dá pra perceber que o grau de politização é inversamente proporcional ao grau de estupidez entre os manifestantes.

Eu diria até que talvez deva desculpas a Mr Madison, afinal pelo que fica evidente, ele talvez seja um dos mais inteligentes por lá...

Fonte: Ars Technica

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu avisei, a Globo não me escuta...

Durante o Seminário Info eu comentei que simplesmente proibir o uso de redes sociais por parte de funcionários nunca é bom. Atitudes sem bom-senso como forçar o Jorge Pontual a matar seu Twitter geram no mínimo desconforto. O emputecimento se tornará generalizado.

Assim como em Jurassic Park, a Natureza sempre acha um caminho, e não há natureza mais propícia pra isso que a Internet. Portanto, querida Rede Globo, veja o monstro que criaste ao proibir restringir limitar seus funcionários, sem antes confiar em seu bom-senso:



É o Twitter Fofocas do Projac, cheio de informações suculentas. Eu aposto a virgindade anal do kibeloco que todos os jornalistas de fofocas do país passarão a seguir esse perfil, assim como os tuiteiros fofoqueiros de moralidade questinável faremos o mesmo.

Portanto, fica a lição, não só pra Globo mas para todo mundo que quer cercear liberdade de expressão, ao invés de incutir responsabilidade: Respeito é bom e deve ser um caminho de mão dupla.



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sábado, 12 de setembro de 2009

Pô Cardoso, photoshop da Twittess é sacanagem!

Eu sei, eu sei. Vai todo mundo me acusar de ser um FDP e montar photoshop pra sacanear a menina. É baixaria, nada a ver. Complicado transformar uma visionária do Twitter em uma candidata a garota da laje. Porra Cardoso, isso não se faz. Sério. É falta de argumento, só pode ser. Você realmente demonstra que sua forma de ganhar relevância não funciona mais, quando tudo que tem a dizer contra a Professora do Twitter é isso:



DIREITO DE AUTO-RESPOSTA: Não é photoshop. Quando o Slonik, do Novo-Mundo me passou o link original (aqui) com o flyer, que  pode ser encontrado na página de promoções da Sistema X, uma casa cujo ponto de venda é ter "4 amplos banheiros", eu JUREI que era sacanagem dele, bom FDP que é.

Sério. Alguém POR FAVOR assessore essa moça.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vamos evoluir, macacada!



Quando começou esse fuzuê todo envolvendo o Danilo Gentili eu desconsiderei. Falaram algo sobre ele ter feito uma piada, achei que fosse engano, deixei pra lá, mas como a coisa continuou e tinha gente me cobrando posição, fui ver o que era antes de falar, afinal macaco velho não mete a mão em cumbuca. Mas já fizeram essa piada.

Entrei no Twitter do funcionário do CQC e apresentador de standup e dei de cara com uma piada ruim. Até aí nada demais, exceto que cometia o Pecado-Mor das piadas envolvendo situações delicadas: Era MUITO ruim. Não era constrangedoramente ruim, o que seria redentor. Era muito ruim ponto. Para alguém que tenta fazer comédia, seria um mico mais que suficiente, mas não satisfez a sanha assassina politicamente correta.

Nessa hora fiquei numa bananosa. Para defender o humor politicamente incorreto tinha que defender o humor politicamente incorreto RUIM.

Felizmente o Danilo me salvou com uma atitude digna de nossos parentes primatas menos evoluídos: Tentou se defender atirando bosta pra tudo quanto é lado, na pior auto-defesa desde que o anjo da guarda da Família Kennedy foi chamado para prestar esclarecimentos.


Danilo emulou perfeitamente o Babão

A justificativa foi que se ele era chamado de Girafa no colégio por ser alto, negros podem ser chamados de macacos por serem... negros. Aqui tenho uma teoria. Danilo NÃO foi ingênuo, quase parvo, ignorando séculos de racismo explícito, termos chulos, Direitos Civis, Malcolm X, Martin Luther King Jr, Rosa Parks, e tentou justificar uma expressão racista SIM de forma tacanha.

Eu acredito que ele tentou se safar de uma piada ruim fazendo outra muito, muito, muito pior.

Pra piorar, Hélio de LaPeña, humorista que entrou para o Casseta e Planeta pelo sistema de cotas e por causa disso pega sempre os piores trabalhos, como ficar andando com camisa do Flamengo e ser flanelinha do Pé-de-Chinelo, resolveu publicar sua posição esquecendo que a grande massa de leitores é descendente dos proto-macacos de 2001, mas dos que fugiram do Monolito.

Ele achou que as salsinhas (ok, há salsa verde-claro e salsa verde-escuro, mas não entremos nesse atoleiro) conseguiriam achar no meio do texto UMA FRASE que definia sua posição:

“Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso. ”
Fodeu-se tal qual o proverbial pretinho da piada. Qual? Tanto faz, quase todas.

Começou uma série de ataques da turma do Gentili, pegaram o La Peña pra Cristo, a única vantagem é que ele iria comer a Madonna.

Ficou claro o que já sabíamos, o bicho dominante na Internet não são girafas ou macacos, são antas. Gente incapaz de interpretar texto, transformaram o La Peña em uma espécie de Zumbi 2.0, ou Zumbicha, mas essa é outra discussão. Ele, que foi o único humorista afro-engraçado a se posicionar, e a favor do Gentili, na visão dos idiotas que o atacavam foi transformado nisso:


"Não me bate seu Casseta a coisa já tá preta pra mim!" "o quê?" "Gaaahhh!"

Acha exagerado? Veja alguns dos twitts que os imbecis deixaram para o La Peña:
"Você é um hipocrita! o Casseta faz piada sobre loira! é racismo tambem! piada sobre gays, obesos..."

"Vai poder reclamar de racismo quando o programa inutil do grupo dele parar de falar de gaúchos, por exemplo. Tenha dó."

"O caso é que o helio de lãpena,humorista negro,criticou danilo gentili por suas piadas,quando fez a mesma coisa #hipocrisia"

"Danilo Gentili não pode fazer piada de negro e você pode fazer piada de gaúcho? Cala a boca, idiota!!!"

"HAHAHA! La Pena Donkey Kong. Starring Mario Gentili!"

"Como é que @lapena tem coragem defalar de piada de preto?Só pq danilo é branco?"
Nota: Que fique CLARO que em nenhum momento estou associando a imagem do LaPeña, segundo os comentários acima, ao General Thade, do Planeta dos Macacos com Mark Walhberg. Se por um momento tal associação foi feita, peço desculpas. Em minha mente a ilustração perfeita para as mensagens raivosas acima seria o fodástico General Urko, do seriado de 1974, mas infelizmente não achei foto boa. Peço de novo desculpas por ter sido forçado a usar essa bomba de 2001, que ofendeu todos os primatas do planeta.

Resumindo: O La Peña saiu em defesa do Danilo, tomou na cabeça. Dos idiotas em geral e dos próprios comediantes humoristas membros do CQC, que deveriam ser alfabetizados o bastante para entender um texto. Aí ele publica no Almanaque do Casseta de 80 e bléu que preto só se fode, e dizem que é auto-racismo.

Do Danilo Gentili, posso dizer de novo: A piada foi uma bosta.

“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”

Desculpe, Danilo, mas burro é a senhora sua mãe. Eu não preciso de humorista me levando pela mão, explicando piada a esse ponto. EU SEI que King Kong é um macaco. Na verdade, um gorila. Se nas 4 primeiras palavras a piada já é ruim, não vai melhorar ao final.

Por isso mesmo achei um absurdo o linchamento virtual do La Peña pelos engraçaralhos do CQC que só não usaram capuzes com KKK escrito por acharem que era onomatopéia de risada, e não terem familiaridade com o som, mas continuo defendendo minha posição original: Danilo Gentili é racista? Não.

Racismo faz de você um idiota,
mas ser um idiota não te torna racista.

PS: Imagem de abertura é uma caricatura clássica de Charles Darwin, do Século XIX, onde ele era comparado a um macaco. Eram comuns, e na grande maioria das vezes bem-humoradas, não tinham propósito ofensivo. Seria um bom começo de defesa, mas é querer demais do Danilo, sujeito ingênuo o bastante para achar que pode fazer piada ruim de gordo sem ser mandado pra PQP por este que vos escreve.

PS2: Só para zonear mais ainda a cabeça de todo mundo, embora eu não pegue Sol e por isso tenha desbotado, estou longe de ser ariano. Minha Certidão de Nascimento me define com a ridícula cor "parda", o que só não é mais ridículo do que o fato dessas cinco letrinhas me darem direito a cotas.



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quinta-feira, 30 de julho de 2009

LingerieDay sim, e daí?

 

Quando surgiu essa coisa do #lingerieday no Twitter não achei que fosse dar certo. Fiquei surpreso ao ver que uma idéia criada para dar uma de joão sem-braço e induzir a mulherada a tirar a roupa foi sequestrada pela mulherada e transformada numa bela brincadeira. Desde o sensacional avatar da @mellancia até a Dona Joaninha, que aderiu.

O Morróida bem que tentou colocar fotos de sua namorada imaginária. Mais bem-sucedido foi o Kid, já acostumado a cafetinar aquela loura moleca maravilhosa que ele não merece (e sabe disso, tanto que quando vem ao Brasil a mantém bem longe dos suspeitos habituais).

Houve um grupo de mulheres que foi criativo e discreto. Umas usaram biquini, outras colocarem apenas detalhes da lingerie, e de um modo geral não houve baixaria.

Outras chutaram o pau da barraca. Tudo bem, cada um com seu estilo. Confesso que náo gosto nem um pouco de “thongs”, mas há quem goste.

O problema é que logo surgiram as feministas atacando histericamente a brincadeira. Pior, começaram a atacar as mulheres que participaram. Usando o velho discurso de objetificação, chegaram as raias de dizer que as mulheres participantes não tinham capacidade de entender que eram objetos.

Isso é ridículo. NENHUMA das que chiou e reclamou tem MORAL pra apontar o dedo pra uma Bottan, que poderia muito bem estar ganhando a vida posando pelada para calendário de mecânico, ou enchendo o Twitter de fotos duvidosas, até inflar seguidores o suficiente para ser considerada “especialista em mídias sociais” e ganhar dinheiro com isso.

Se alguém falar pra uma dessas feminazis que a Mirian participava de uma ação da Olla, elas estrilariam, afinal camisinha é coisa de homem, mulher ali é objeto, bla bla bla.

Seria uma excelente hora de mandá-las pro inferno. A Mirian escrevia num hotsite da Olla, e nem foto tinha. Contrataram uma das blogueiras mais bonitas do Brasil para falar sobre sexo e ela se garante tanto que nem precisa mostrar a fuça?

Desculpa aí, mas mulher assim não é objeto de ninguém.

Agora essa campanha anti-lingerieday está agitando o lodo e trazendo a tona um novo tipo de limpa-fundo: O Amiguinho Consciente.

Esse traidor da Raça Masculina faz todo o discurso das feministas, se diz chocado com a exposição das mulheres, tem consciência social, respeita, é sensível, afirma o tempo todo que o que vale é o conteúdo e não a forma, e que acima de tudo respeita suas interlocutoras enquanto gente, a nível de ser humano, entende?

Os carinhas com esse discurso ganham aplausos em 140 caracteres, junto com elogios vazios chamando-o de homem sensível, inteligente, de como eles sim entendem as mulheres.

Internamente eles pensam “é hoje!”

Tenho um segredo, rapazes: Vocês não vão comer ninguém com esse papo.

Não é nada pessoal, é que mulheres não escolhem parceiros com a cabeça. Elas escolhem AMIGAS assim. Vocês com esse discurso estão entrando na Zona da Amizade e jogando a chave fora. Para elas é excelente, como ter um amigo gay, sem ficar vigiando pra não roubar a maquiagem.

Já o sujeito sensível e inteligente tem a plena certeza de que seu discurso moderno e igualitário o colocará em posição de vantagem, em relação aos canalhas das estepes. Não vai. Ao emular o discurso de uma feminista empedernida você se torna um igual, e se ela gostasse de igual, seria lésbica.

Você não está oferecendo nada que ela já não tenha. Conversa, compreensão, amizade, bla bla bla. Só que quando a coceirinha bate lá embaixo, você não tem nada a oferecer, pois se emasculou totalmente para ter esse acesso.

É a hora em que ela responderá a seus avanços negativamente, dizendo que não quer “estragar a amizade”. BULLSHIT.

Aprenda, Emosexual: Água Morro Abaixo, Fogo Morro Acima e Mulher quando quer dar, ninguém segura. Se ela olhar pra você e fizer “click”, FO-DEU. Ela cagará solenemente pra “amizade”, até porque sabe que se você for uma merda, não vai fazer falta se for embora. Se for bom, pode até ganhar um upgrade pra namorado ou peguete  eventual vip.

Depende DELA. Sim, são elas que decidem essas coisas. Inclusive as feministas.

O carinha sensível, claro, jamais saberá disso, pois ela não dará mole pra ele. O que tem a oferecer? Ela não passou os últimos 4 bilhões de anos aprendendo a reconhecer os melhores parceiros para jogar tudo fora pegando um pavão sem rabo só com gogó.

Ela vai atrás do Macho Alfa, do cara que a esnobou deliberadamente. do cara que não deu a mínima, quase dizendo “faça melhor”.

A Nathy comentou hoje que não há nada pior do que homem que não tem pegada. E não há demonstração maior de falta de pegada que homem que olha pra mulher na cama e diz “olha, eu te respeito enquanto ser humano, farei o possível para te satisfazer sexualmente, fiz até um poema sobre isso…”

Não estou dizendo que devemos ser brucutus, não é tratar mulher como cachorro. Só não dá para assumir uma arrogância hipócrita de ver algumas twitteiras deliciosas e dizer que não achou bonito e não queria comê-las, por considerar isso um desrespeito a sua condição de mulher.

Eu garanto que 100% das mulheres que o cara sensível conhece abandonariam alegremente seu papo amigo se fosse para estarem dando praquele carinha que as deixa descompassadas e pega de jeito como nenhum outro.

Não somos maus, somos homens e mulheres, programados assim. Negar isso atribuindo um componente somente masculino é no mínimo reprimir a sexualidade da mulher, que gosta da brincadeira tanto ou mais que os homens.

E se as feministas xiitas não se soltam porque os homens as chamarão de putas, vadias, etc, fica a dica: Troquem de homens. Tem muito canalha legal por aí.

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