domingo, 30 de agosto de 2009

Twitter é nitroglicerina pura, o que é excelente!



A paisagem acima é o Twitter. Um campo vazio, sereno, lugar para dar uma parada durante uma viagem, descer do carro, bater um papo, tomar uma cervejinha, explorar um pouco.

A paisagem acima é o Twitter. Tire a estrada do canto (é um aterro recente), substitua-a por mar, diminua talvez mais ainda a linha da costa. reconhece o lugar? Chama-se Termópilas, fica na Grécia e foi onde 300 espartanos enfrentaram 1 milhão de persas, em uma das batalhas mais sangrentas da História.

Estou vendo muita gente desiludida com o Twitter, esse campo está povoado de ovelhas dente-de-sabre que na falta capacidade para construir algo, preferem se unir em uma anti-sinergia, onde 1+1 dá menos que 1, atacando desesperadamente tudo e todos, em busca de uma notoriedade que não conseguirão.

O Patrulha do Twitter chega a ser patética. Atacam uma criança de dez anos por cometer um erro de português, e atacam a MIM pelo mesmo motivo, menos de 12h depois de ter declarado publicamente que sequer sei escrever os "porquês" corretamente (não me mandem links).

Isso é frustrante. Assim como a dimensão que se deu ao caso da Xuxa; uma mãe defendendo a filha e assustada com a fúria com que caíram em cima dela. Não sei exatamente em que parte do contrato para pessoas famosas está escrito que elas tem que aceitar sorrindo enquanto uma menina de 10 anos é chamada de puta e piranha, como fizeram diversas vezes no dia.

Melhor: Depois que Xuxa desceu aos porões do Inferno e foi praticamente igualada a Hitler, um site tentou uma brincadeira; escreveu uma reportagem com informações de que a Xuxa iria processar e fechar o Twitter. Como sempre acontece nesses casos, os histérico-desesperados leitores de títulos correram repassando a notícia, adicionando sua indignação-do-dia aos RTs.

A mensagem subliminar ao final do texto provavelmente passou despercebida.



A mídia de verdade chegou a pegar a notícia, um site do Piauí publicou com direito a atribuição falsa de fontes. Jornalismo de primeira.

Já os blogs sérios não caíram no conto. Em Outubro de 2006 um experimento meu com as clássicas Fotos do Acidente do Vôo 1907 da Gol demonstrou o perigo dos leitores de título E a incapacidade geral de interpretação de texto. Isso deixou muita gente de orelha em pé, o que é bom.

A notícia da Xuxa entretanto não explodiu. Em menos de 24h muito pouca gente repassava a informação e cada vez que alguém o fazia era soterrado por uma avalanche de respostas avisando que era uma notícia falsa.

Algum tempo atrás um desses sites de nãotícias de celebridades "Bruno Gagliasso atravessa a rua" - juro, teve uma assim publicou fotos da Lynn, filha do Ritchie, desfilando de biquíni na praia. Tudo muito bom, tudo muito bem mas... não era ela. Ritchie prontamente comunicou, e a notícia se espalhou entre sua base de fãs.

E a QUEM MAIS interessa, a uma pessoa pública manter informados do que seus fãs? São eles que inciarão as campanhas, eles que invadirão as redações, eles que mostrarão de verdade o que estão pensando.

O Twitter é um campo de batalha, mas não somos 300 contra um milhão, somos UM e vencemos. Porque não importa o que saia nos jornais, TV, no Ego, no New York Times, se for algo sobre uma pessoa que eu gosto e acompanho, irei checar a veracidade no Twitter da pessoa.

Temos uma fonte confiável que pode ser confrontada diretamente. Ontem mesmo Leo Jaime avisou: Uma declaração minha em tom de brincadeira será usada fora de contexto. Deu os detalhes e desarmou a bomba antes mesmo de ela ter sido finalizada.

ISSO é um uso construtivo do Twitter, e admiro quem percebe e se utiliza disso.

Se o Twitter existisse nos anos 80 o Mário Gomes nunca teria o trauma que tem em relação a legumes ricos em betacaroteno. Afinal, quando mais explosivo o boato, melhor para os dois lados. Como todo mundo que cresceu vendo Sessão da Tarde sabe, nitroglicerina é a melhor coisa para apagar incêndios em poços de petróleo.

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sábado, 29 de agosto de 2009

O Anti-Social aqui sou EU!

Eu sou o Rei do Block, confesso. Outro dia fiz um script para listar meus bloqueados. Digamos que a lista tinha mais de 1300. Acho ótimo, isso criou um ambiente altamente darwinista onde só interajo com quem acho interessante.

Como? CLARO que é um direito meu. Interagir comigo é um privilégio.

Agora repita: "Interagir comigo é um privilégio".

Viu? É uma verdade para QUALQUER UM NO PLANETA. Seu tempo vale tanto quanto o meu.

Eu não gosto de interação indiscriminada, isso me coloca em contato demais com gente, não exatamente meu passatempo favorito. Mas no Twitter aprendi tolerância. Pela facilidade do block (3 cliques, eu contei) me dou ao luxo de responder quase todo mundo, pois sei que ao contrário do blog, no twitter aquela criatura nunca mais me encherá o saco, se for uma daquelas malas em escala industrial.

Essa fama eu aceito.

Problema é quando PASSO por anti-social sem ter feito nada, e é o que está acontecendo com muita gente. Descobri hoje por exemplo que tenho tudo para passar uma imagem de perfeito babaca, para a Júlia Jups, que fala comigo na boa e ainda tem o ponto positivo de ter banda, estar no MySpace e NÃO mandar spam.

Motivo? Ela bloqueia os updates no twitter:



Qual o efeito disso: Eu não vou ler as mensagens que ela enviou para mim, no http://twitter.com/#replies . Elas não aparecerão na minha listagem, pois o Twitter não tem poder de ler timelines bloqueadas.

Descobri por acaso uma hoje, via este RT do Kedley.

Por isso, meninos e meninas, não bloqueiem seus twits. Vocês só prejudicam quem não tem nada a ver com o motivo que levaram ao uso da restrição. Bloqueie os idiotas, é mais fácil, mais divertido e faz bem ao estômago.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Toda Ale Ferreira tem seu dia de Maddie Hayes

Uma das séries mais queridas por quem via televisão nos aos 80 era Moonlighting, "brilhantemente" traduzida por "A Gata e o Rato". Lançada em 1985 contava as aventuras de uma ex-supermodelo que ficou pobre e só tinha como fonte de renda uma agência de detetive, e o picareta que era teoricamente o chefão da agência e responsável por tudo.

Maddie Hayes era interpretada pela maaaaaaaravilhosa e estupefaciante Cybill Shepherd, já David Addison, o picareta era o igualmente picareta Bruce Willis, na época ainda com cabelo.

Durante 5 temporadas acompanhamos as confusões (hoje inocentes) os perigos, os personagens evoluindo e passando de desprezo a tolerância, admiração e até amor mútuo. Só que por muito tempo ninguém pegava ninguém. Sempre rolava um clima, ficavam no quase mas não acontecia.

Por pressão dos espectadores eles acabaram ficando juntos. Desse episódio em diante os mesmos fãs que exigiam que seus personagens fossem felizes perderam o interesse e abandonaram o seriado aos bandos.

O que aconteceu?

Simples: Um componente básico da dramaturgia é o conflito. Quando temos um casal onde um não quer, temos conflito. Quando temos um casamento em briga, temos conflito. Quando temos um casal alegre feliz e bem-resolvido, temos algo extremamente chato do ponto de vista dramático.

Tá eles ficaram juntos, e agora? Pois é, agora nada. As fãs que fantasiavam com David mas gostavam da Maddie a estariam "traindo emocionalmente" se continuassem. Os homens que adoravam a Maddie, com seu relacionamento estável perdiam parte importante da fantasia.

A grande graça é que nenhum fã tem consciência disso quando pede, exige que o casal de protagonistas de sua série abandone a tensão sexual e parta para as vias de fato.

Pode reparar: A menos que seja uma sitcom os protagonistas muito raramente terão um relacionamento estável entre si. Mesmo que casados, as caras-metades raramente aparecerão. Isso é estudado para não melindrar o espectador com um corta-tesão de ver seus personagens favoritos alegres felizes casados e entediantes, jogando-o, o espectador, para escanteio. Quando tem um relacionamento, é algo problemático.

Listemos alguns exemplos:

  • McGyver - Nunca teve namorada. Rolou uma ficada em um ou dois episódios
  • Star Trek - Todos solteiros
  • Arquivo X - 5 ou 6 anos até rolar um beijo e só
  • Bones - Tensão sexual até o osso (desculpe). Vão transar mas apenas pq ela quer o sêmem de booth pra ser mãe
  • House - Já quase se enrabichou com a ex (big mistake) e com a Cuddy, mas estava viajando. Sem as piadinhas e o estilo morróida, qual graça ele teria?
  • Scrubs - JD é "casado" com Turk, então o fato deste último ter virado "homem de família" não importa muito.
  • Dexter - Quando arrumou a namorada britânica ficou um porre. Ele mesmo reconheceu. Embora vá casar com o entojo da namorada grávida, o fato do Dexter ser Dexter invalida todo o conceito de "casamento feliz e estável".
  • Criminal Minds - o único com família visível, o Hotch tomou um pé na bunda. O resto ou estão enrolados ou são como o relacionamento da Garcia, que é nerd, super-legal vê-la com namorado mas o que os fãs queriam mesmo era que o Derek Morgan desse uns pegas na gordinha linuxeira (já que não podemos ser nós a dar). Não vai acontecer.
  • 30 Rock - Se Liz e Jack começarem a namorar firme como veremos Liz sendo estabanada e Jack sendo o machista chovinista incorrigível de sempre?
  • Lei e Ordem SVU - É CLARO que o Eliott já pensou em dar uns pegas na Olivia. Mas se os roteiristas fazem isso teríamos uma série policial chatíssima, sem os conflitos trabalho/família.
A maioria dos roteiristas sabe e avisa aos fãs, nas palavras do Filósofo Jagger:

"Você não pode ter tudo que quer mas se tentar pode conseguir o que precisa"

Fãs acham que querem a felicidade de seus personagens mas anseiam o conflito. A alegria de um casal logo se transforma em reclamações quanto ao tédio que a série se tornou. Que graça teria se Leonard começasse a namorar firme a Penny, em Big Bang Theory?

Uma das poucas séries onde temos casais casados com famílias constituídas é The Unit, mas como as mulheres formam um núcleo a parte com subhistórias próprias, fica mais fácil entendê-las como parte de um núcleo, e as histórias raramente são sobre seu dia-a-dia familiar. Quando é, há conflito externo.

Portanto, a melhor forma de fazer o público perder interesse é dar o que ele quer e fazer com que um protagonista em eterna busca encontre o que procura, ou que casais sempre no quase cheguem aos finalmentes.

Entendeu, Alê Ferreira? Por isso você perdeu seguidores ontem. Cada vez que você posta comentários no Twitter sobre seu namorado, cada vez que você -horror!- faz RT de comentários dele dizendo o quão legal é namorar você, se torna desinteressante ao espectador.

Como assim você não é um seriado? É sim! Um Reality. No momento em que você (ou qualquer outro tuiteiro) decide compartilhar partes de sua vida online, deixa de ser um indivíduo e vira uma espécie de mídia. E como mídia estamos sujeitos a muitas das regras que vem regendo a dramaturgia desde que o mundo é mundo.

Isso quer dizer que você não pode falar do seu namorado?

Hummm pensando bem, por um certo ângulo...

Eu sei, é injusto para caramba, não faz sentido gente que não te conhece, gente que você JAMAIS chegaria a menos de 5m da jaula, que dirá sair pra uma ficada pedir as contas e te abandonar por ousar ter um namorado.

Só que não sou eu quem faz as regras. Isto aqui é algo que faria alguém assistir a uma série?



Nas redes sociais você só é percebido realmente como indivíduo por quem te conhece pessoalmente. Por mais que tenhamos plena consciência de que são pessoas por trás dos nomes, o distanciamento nos transforma em espectadores. E espectadores estão sujeitos a cobrar as 36 Situações Dramáticas, compiladas por Georges Potis, sem as quais não há conflito, e sem conflito não há interesse.

Qual a saída? A mais cômoda é parar com os twits de lambeção, pedir pro cidadão parar de ficar esnobando que é seu namorado. Só que a cômoda não é a mais justa. Eu sugeriria que você começasse a investir no "personagem" do namorado, mas com um qualificativo mais abrangente do que "namorado". Do jeito que está é um empecilho, não um personagem interessante. Venda o peixe como um cara legal, não fique mencionando que é namorado o tempo todo. Nós sabemos, você sabe.

Se tudo der certo vocês viram DOIS personagens legais e muita gente vai querer que fiquem juntos, acharão legal quando descobrirem que já estão, e compensarão os inconformados que saírem.

Tente passar o namoro não como algo escrito em pedra, Imortal Posto que é Chama, mas como alo legal que está rolando. Depois do Felizes Para Sempre todo mundo fecha o livro. Já o namoro normal, ninguém sabe para onde vai mas é legal de acompanhar. A situação não-convencional, Internet, Twitter, isso faz com que o espectador não seja tão radical quanto a você arrumar um relacionamento estável, mas aquela pessoa TE segue, não a seu namorado, se ele não é tão interessante quanto você, vira um intruso.

Aí, ou acha alguém já considerado interessante (DM!DM!) ou mostra pros espectadores que o @zerrenner é SIM interessante, independente de ser seu namorado.

Se bem que por mim mandava pro paredão :):):):):):):)





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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eles Passarão, eu Passaralho


passarinho é o caralho, meu nome é passaralho!

Um grande equívoco em relação a nós, misantropos é que não gostamos de gente. Não é isso. Não temos nada contra pessoas, somente pessoas entediantes. infelizmente 99% do planeta É entediante.
Por outro lado quando encontramos gente realmente interessante, ficamos felizes de manter contato. O que acontece é que essa gente está igualmente cansada de lidar com... gente entediante. Isso forma vínculos muito fortes, bem além do dia-a-dia e amizades de conveniência.

Um Excelente exemplo é a Juliana Sardinha. Ela é uma espécie de instituição, zeladora do Blogger no Brasil, tem a chave e abre pela manhã antes do pessoal do Google chegar. Para todo mundo da área, o Dicas Blogger existe desde sempre, mas olhando a história do site, foi fundado em 31/8/2007. Pombas, não tem nem dois anos! E vivem acusando a coitada de ser de panelas, fazer parte da Elite meritocrática Corporativista, etc.

Ela não é nada disso, apenas mostrou o que dá pra fazer com trabalho sério, sem mimimi e sendo organizada. Eu reconheço isso, todo mundo sério reconhece isso.

Quando construí este blog, distantes nove dias atrás, não tinha maiores pretensões além de ter um lugar onde pudesse publicar material com muito acesso, sem derrubar meus servidores, mas o retorno foi maior do que o previsto. Acabei levando a proposta a sério, e a Juliana viu uma oportunidade de me ajudar, em algo que ela sabe muito mais que eu: Os mistérios do Blogger.

O resultado foi este layout, feito com carinho, dedicação e um mínimo de perguntas, afinal ela já me acompanha a tempo suficiente para conhecer mais do Verdadeiro Cardoso do que muita gente que peguei na mãe e apresentei pra mão. Ou algo assim.

Espero que gostem desta cara nova do Passaralho. Tenho grandes esperanças neste blogueeenho.

Para a Juliana, meus eternos agradecimentos. No próximo BlogCamp/BarCamp/CampusParty que você vier, me comprometo a ser seu escravo pessoal durante a estadia.

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domingo, 16 de agosto de 2009

Twitter virou MySpace de Pobre?


foto: Tomas Castelzado - Wikimedia


A praia do Twitter foi invadida. Mas tudo bem, são doces bárbaros, gente que a cada dia prova que não precisa provar nada para ninguém. Leoni, Ritchie, Leo Jaime, o Tico Santa Cruz, Roger e vários outros. Verdadeiros inimigos do rei na barriga, não incentivam tietagem nem buscam desesperadamente seguidores. Nenhum deles sorteia iPhones, exceto o Tico Santa Cruz, mas ele tem motivos justos.

Talvez atraídos por esse pessoal um porrilhão de bandas abandonou o MySpace, ou pelo menos deixou de viver somente por lá, e veio para o Twitter encher nossos ouvidos. Não que a música seja ruim (ok, estatisticamente dá pra dizer: É) mas não nos deixam nem o direito da dúvida. Atacam de SPAM, criam usuários falsos, mandam sempre as mesmas mensagens e só faltam ordenar "Retwite, seu filho da puta".

Sinceramente estou pouco me lixando se você faz "um som jovem, feito por jovens" ou se você tem "som fino", ou se toca sax através de um tubo enfiado no rabo. OK, esse último deve ser interessante de se ver.

Você sabe qual a diferença entre os megapopstars do 1o parágrafo e a sua banda?

Primeiro, a banda deles tem mais fãs do que componentes, o que a indicação mínima de sucesso, e só não é aplicada no caso dos Titãs, e não pela ausência de fãs.

Segundo, eles são gente, não bandas. O Twitter interliga PESSOAS. Nós gostamos de interagir com elas, 4 da manhã falando besteira não é um cara que enche um estádio, é um sujeito igual a mim do outro lado.

Eu não faço "divulgação". Não sou institucional. Eu repasso o que acho legal. O que mais acho legal são pessoas interessantes, então se é alguém que eu gosto, VOU repassar seu trabalho. Do mesmo jeito que um monte de gente faz RT dos meus posts nos blogs, que é o MEU trabalho.

A bandinha que queima toda essa etapa da interação e vai direto pro spam joga fora a possibilidade de criar relacionamentos, trata pessoas como números e twitteiros grandes como máquinas. Não Somos Máquinas, Somos Homens, cacete. Se eu nem existo como gente para você como quer que eu perca meu tempo ouvindo seu som?

Outro dia estava no meio de uma discussão sobre bandas, interagindo com um monte de gente, quando a Fernanda, que estava no meio do papo e já trocava mensagens comigo de outros carnavais twitteiros postou que também cantava, com um link pro MySpace.

Alguém que está no Twitter todo dia, me segue, conversa comigo, não vou clicar? Fiz e tive uma grata surpresa, retwitei na hora. Ouva e entenda.








Obtenha o Flash agora!


Para ouvir ou exibir este conteúdo, será preciso atualizar a sua versão do Flash.










Eu teria clicado se fosse um bot sem alma qualquer respondendo por palavras-chave, pedindo "ouça minha banda" ou "vote em mim no VMB"? Dificilmente.

Quem perde? A banda. Eu não perco nada, continuo ouvindo as bandas que gosto E descobrindo o trabalho das pessoas que gosto. Cada bandinha spammer que deixo de ouvir é mais tempo para ouvir a Fernanda ou a Monique.

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sábado, 15 de agosto de 2009

Seguidor demais atrapalha? Livre-se deles

Gente demais às vezes incomoda. Tem saudade do tempo em que era seguido somente por um pequeno e fiel grupo de leitores? Quer se livrar dar gordura, mas não tem disposição de dar block em massa?

Seus problemas acabaram! Com as dicas abaixo você logo voltará ao tempo em que ninguém ou quase te seguiam. Não requer prática nem tão pouco habilidade. São dicas simples e objetivas. Qualquer criança monta, qualquer criança brinca.

Dica 1 – Monte um ranking com suas seguidoras

Escolha aleatoriamente -ordem não importa- Um dia faça o das 10 mais bonitas, no outro das 10 mais inteligentes, 10 mais cotadas para um chopp.Tanto faz. Quanto maior o número mais eficiente será a técnica. Com 100 mais bonitas TODAS que não estiverem listadas sairão em protesto.


Atenção: Escolha um número sempre maior do que o total que quer manter. Porque com certeza entre as escolhidas haverá gente que com muita justiça se revoltará e vai embora.

Dica 2 – Dias Temáticos

Crie um script (se não souber fale com a Twittess, ela é boa nisso) e anuncie o Dia da Rádio Relógio. Solte 1 Twit por segundo, com a hora-certa. Se reclamarem diga que é um serviço de Utilidade Pública. Bônus para links de MP3 com os anúncios “Candeia – Ilumina o seu lar” e sermões do Bispo Roberto McCallister.

Dica 3 – VideoMashup

Mashup é a técnica de juntar duas obras de terceiros, publicar e ganhar méritos mesmo sem ter criado nada original. Aqui você pode trabalhar com dois memes clássicos da Internet, enviando para seus seguidores links para o 2Girls1Cup, com a trilha sonora mudada para Never Gonna Give You Up. É enviar e ser unfollowado, não falha.

Dica 4 – Masturbatona de Protesto Fora Sarney!

Autoexplicativa. Só não funciona se você for mulher

Dica 5 – Surpreenda seus Seguidores

Peça para todos mandarem DMs contando um segredo bem íntimo. Em seguida publique tudo, diga que é uma obra conceitual de arte explorando a Transparência.

Dica 6 – Siga @cardoso e dê RT de tudo que eu escrever.TUDO.

Dica 7 – Sgia o @bqeg e dê RT de todas as piadas que ele escrever. TODAS.

Dica 8 – Dê RT de todos os twitters que você assina, acrescentando ao final “na cama”.

Dica 9 - “Que parasita intestinal meu follower se parece?”

Um jogo para toda a família. Bonus se montar a foto do seguidor do lado da imagem do bicho. Pesquisando poderá publicar várias dezenas antes de começar a receber parasitas. Isso se ainda tiver dezenas de seguidores, a essa altura.

Dica 10 – Aqui a MELHOR dica de todas

Ela garantirá seguidores fugindo de seu twitter em bandos: Dê RT do link deste post para todos os seus leitores.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu Admito, sou famoso sim

Existe uma neurose de fama que está tomando o Twitter: Se você tem muitos seguidores, você É famoso. Isso gera uma mensagem que consegue ser mais frustrante que a "Não, não tem CAM", da @mbottan.

É o pessoal perguntando QUEM eu sou e NO QUE eu sou famoso. Sim, assumem que eu TENHO que ser famoso.

Só porque alguém faz algo que você acha legal, não quer dizer que essa pessoa seja famosa. Eu escrevo. Desde criancinha, lá em Barbacena. Eu gosto, me divirto. Faço com facilidade. Rir das minhas piadas diz que sou engraçado, não que sou famoso. Me seguir mesmo não sendo famoso não diminui ninguém.

Não dá para querer ser excelente em TUDO. A @julianasardinha e a @nospheratt são 150 vezes melhores que eu no Blogger, mas mesmo assim resolvi montar o Passaralho aqui. Isso me diminui em alguma forma?

O @GladAzevedo toca violão ∞² vezes melhor que eu, e não é famoso. Então, é uma anomalia? Quando for (não é uma possibilidade, está mais pra certeza) aí ficará tudo bem?

Eu sei que desisti. Querem me seguir e precisam se justificar apontando a minha fama? Então eu sou famoso. Até mudei a Bio no meu Perfil no Twitter:


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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Twittess Merece o VMB, Pô!


Imagem clássica, do tempo em que a MTV passava música


Hoje surgiu no Twitter o link dos indicados para o VMB 2009 da MTV na categoria Twitter do Ano, o prêmio da MTV, que quer dizer Video Music... Bawards, eu acho. Não pesquisei.

Os indicados geraram uma reação que considero quase tão infeliz quanto a de Yehudi Zimmerman, comediante de standup brasileiro radicado em Cracóvia, que gritou BINGO! quando Oskar Schindler leu seu nome em voz alta.

Só que ao contrário da carreira de Yehudi, a reação não teve um fim súbito. Muita gente se revoltou com os escolhidos. Na cabeça dos twitteiros que tem cabeça Marcos Mion, Mano Menezes e principalmente Twittess não representam o Twitter. Além de nomes como o Marcelo Tas, reclamaram da ausência do meu.

Eu concordo com a não-representatividade. Não representam o MEU Twitter. Só que eu não sou o dono de tudo ou então teria que explicar os Trending Topics dos Jonas Brothers.

Hoje a Any Valette ponderou sobre o que eu teria a dizer, pelo fato da Twittess estar concorrendo e eu não.

Eu acho perfeitamente válido. Já pedi e peço de novo: Não comecem uma guerra contra a MTV usando meu nome. EU não considero "injustiça". A MTV tem um perfil de público, a votação deve seguir esse perfil e da mesma forma os candidatos.

O que é importante para eles não é importante para mim. Eu sigo com fidelidade canina a Christiane Tricerri, uma atriz de teatro cult que a geração MTV nunca ouviu falar, mas todo fã do Angeli neste momento não está lendo este trecho, pois já foi clicar pra seguir também. Tudo é relativo, já dizia Einstein.

E por falar em Einstein, Any, respondendo novamente sua ponderação: Eu acho MUITO adequada a presença da Twittess no prêmio da MTV. Eu não indicaria, mas também não pediria veto. Estranho MESMO eu acharia se a Twittess fosse convidada por exemplo para apresentar um painel no II Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa.

Claro, a princípio tudo é possível, então se ela aparecer enquanto estiver apresentando o meu painel, avisarei no Twitter...

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domingo, 9 de agosto de 2009

Três anos de blog em uma dedada



se você reparar no gráfico acima verá a primeira semana de vida deste Blog. Criado para resistir a ataques pesados de visitantes em hordas causados por twitteiros cascudos (sem referências aos Rubinho) foi colocado a prova ainda em sua infância. Vejam na coluna de Quinta-Feria o efeito de um único RT do Marcelo Tas, sem imperativo ou mesmo pedido de clique.

Acompanhando as estatísticas (estão liberadas, divirta-se) vemos que um único Retweet rendeu 8900 visitantes únicos. Isso é acima da média de 99% dos blogs mundiais. Dá pra viver bem só com essa audiência.

Claro, quando o Tas foi mordido por um ovo radioativo e ganhou seus poderes ouviu o conselho de que grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Por isso ele não dilúi seu Poder de Mobilização soltando Links o dia inteiro.

É uma lição que a Twittess aplicaria, se já tivesse sido atropelada pelo Grande Rolo-Compressor da Experiência. Não basta ter muitos seguidores. É preciso ter gente pensante te seguindo. É preciso que essa gente considere sua indicação relevante.

UM seguidor cego clica e pronto. Mesmo que faça o RT, não adianta. Os poucos que o seguem o consideram irrelevante. Seguidores relevantes são aqueles que multiplicam. muitos de meus leitores com menos de 100 seguidores SEMPRE que retwittam algo meu, recebo re-re-tweet ou comentário, dos seguidores deles.

Analizando os números percebi que o poder de Mobilização espontânea do Tas fica um pouco abaixo de 10% de sua massa de leitores. Comparando com o meu, quando divulguei o Blog chego a números semelhantes. É algo a estudar com mais calma, mas o número me parece factível.

Um fenómeno interessante é que a audiência é muito volátil. O Twitter é uma espécie de Digg, onde hordas de visitantes vagam atrás de conteúdo mas não criam raízes. Para blogueiros é um dado importante: Twitter é ótimo para divulgação e tráfego instantâneo mas péssimo para construção de público.

A propagação no Twitter também é fascinante: viraleiros sem base matemática vendem-na como geométrica, o que é uma grande besteira.



A informação no Twitter é fractal. A medida que se afasta da origem vai enfraquecendo, mas continua sendo repassada. As vezes temos que usar métodos complexos para separá-la do ruído mas lá estará.

Em uma PG todo o planeta replicaria a informação em alguns minutos. Não funciona assim. Não somos agentes passivos. Decidimos pelo mérito de uma informação antes de replicá-la.

Informação será absorvida e passada adiante de acordo com as prioridades, gostos e conceitos de quem a recebe. Como sempre foi e sempre será. O Maior Guru da Sociedade da Informação não me fará retwittar uma exposição da Barbie. A Carol sim mas ela é minha amiga.

Twitter é a mídia social mais ágil que já foi criada mas não é panaceia universal. Amigo Marketeiro, você ainda tem que falar com seu público-alvo. O Twitter não compra CD do Ritchie (R$19,90 aproveitem). Quem compra são os fãs dele que acessam o Twitter.

Para o bem ou para o mal, isto aqui é uma ferramenta de comunicação entre pessoas (e alguns Scripts). Quer ser bem-sucedido aqui? Fale para as pessoas.

Do contrário você estará falando com o passarinho e como alguém que cresceu vendo Pica-pau posso garantir que não dá certo.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Não basta ser pequeno, tem que ser medíocre?

Hoje a Suco de Uva cometeu um erro clássico, caindo na armadilha de um sujeito medíocre típico troll de blog de tecnologia; ele escreveu um texto atacando probloggers em geral, o mimimi de sempre. Mal-escrito, cheio de erros mas com uma pérola sem-tamanho:

"problogger é aquele que vive de pagar de malandrão com suas
estatísticas e de aparecer em eventos quem ninguém dá importância e
tirar fotos com pessoas que todo mundo desconhece."


Eu cheguei a preparar mentalmente uma resposta, mas o PRIMEIRO comentário no próprio blog encerrou o caso:

"Se os problogger são tão insignficantes, quem escreve a eles é o que?"

Se merecemos um post no blog, com direito a citação nominal e tudo, não somos tão insignificantes assim. Ao menos o sujeito gastou um bom tempo pensando em nós. A casa agradece.

Avaliando precipitadamente, a Suquinho (olha a intimidade) twittou:


Eu gosto do @Cardoso. Mas queria que
tivesse mais espaço na internet pra mim também.




Quem disse que não há? Quem disse que todo blog nasceu grande?

A Internet é o meio de propagação mais democrático já criado (e olha que não gosto de usar esse termo). A facilidade de acesso ao New York Times é a mesma para blogs do Acre, que a rigor nem existe. (Acreanos sem senso de humor, protestem com ALT+F4)

O que não dá para exigir é que todo blog tenha a mesma visitação. Não dá, existem blogs bons e blogs ruins, blogs estabelecidos e blogs começando. Escrever exige dedicação. Não dá para postar uma vez por semana e querer um caminhão de visitantes e um ônibus de dinheiro, ou algo assim. Escrever é trabalho, seja em blog, seja em jornal.

Um bom exemplo é o Eden, do Um Passinho a Frente. Ele escreve furiosamente, já me prejudicou bastante, ao publicar posts idênticos a textos que eu faria no dia seguinte. Tem 250 leitores no feed. Começou do zero. Está crescendo.

O Marcel é outro. Começou depois do Eden, faz as piores piadas que já vi na vida, mas quando não tenta ser engraçado (sério, não tente) consegue um blog de tecnologia decente o suficiente para ter 450 leitores via RSS, e crescendo.

O Roberto é um blogueiro baiano que poderia seguir a linha preguiçosa "probloggers judiam de mim", mas não. Ele senta a bunda, escreve. Já veio chorar mágoas que tem poucos leitores. Eu entendo, começar é uma bosta mesmo. No RSS do Me Tire Deste Ócio, constam 85 assinantes apenas. Perguntei da curva de crescimento do blog, agora que ele focou realmente no trabalho. Vejam a resposta:



Eu não acho JUSTO daqui a um ano alguém chegar pra um cara desses e dizer que ele não dá espaço para os pequenos, que "paga de malandro com as estatísticas", etc.

Suquinho, existem vários motivos para um blog não ser grande. Pode ser um blog de nicho, pode ser pouco alimentado, pode ser um blog polêmico demais, ou mesmo pode apenas não querer crescer.

Todas essas opções são válidas. A ÚNICA opção que não é válida, é culpar outros blogs. O nome disso é mediocridade, e mediocridade não leva ninguém a lugar nenhum. Pelo que vi de seu blog, Marta, você não tem nada de medíocre. Continue assim, não ganhará nada mudando.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Twitter apresenta seu novo Consultor

Na tarde de ontem dois co-fundadores do Twitter apresentaram sua mais nova contratação. Biz Stone e Evan Williams foram enfáticos na reunião para a Imprensa, quando Biz declarou:
"Acreditamos que o crescimento acelerado do Twitter tem tudo para continuar, mas não somos tão bons assim em tomar decisões em uma fração de segundos. Esse homem será a mente arrojada por trás de nossas atitudes mais estratégicas. Terá carta-branca, e só responderá a Evan, nosso CEO, ficando assim segundo em comando"




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Obi Wan Kardoso



Sinto um grande distúrbio na Força. É como se milhões de jornalistas gritassem aterrorizados "fiquei sem pauta!" e subitamente se calassem.

Ah sim, o Twitter está fora do ar.

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Parece piada...

Vejam o post que uma criatura escreveu neste bloguinho vagabundo aqui, que por acaso só tem UM post, mas depois fechou o acesso para que não fosse visto por ninguém mais: É o exemplo máximo do discurso babaca politicamente correto levado ao extremo:


Usar “humor” para segregar, pra esconder, pra criar constrangimento,
para ridicularizar é de uma estupidez e ignorância absurda. Acreditar
que é revolucionário zombar das minorias sociais, políticas etc; já
sabemos e estamos cansados de ver diariamente humor tipo de "segunda e
do domingo" estamos assistindo tudo achando mil maravilhas, que no
mínimo, no mínimo mesmo, é retroceder à barbárie medieval, pois, o
certo seria piadas criativas com humor sadio e não sádico de separação
de etnia, sexual, social, econômico. O humor pode ser extremamente
razoável, civilizado com tendência ao igualitarismo. Mas pra isso tem
que chão, tem que nascer humorista e não menininho e "véio" com barba
na cara se utilizado de piadas passadas e repetitivas de pura imitação
de outro país (cultura). É meu velho aqui na Bahia se diz: "É meu nego,
está pensando que arroz doce é C.. de mula?!" Né não amigo; não "BAST.
ser GENTIL" tem que tirar leite de gato. Usar o twitter como ferramenta
de "plagio", se aproveitando de enquetes para ser pauta (roteiro) de
reportagem, até eu, que por sinal dei uma piada sem saber. Viva a
criatividades dos novos comediantes brasileiros...agora tudo é
Stand-up.


Claro, eu questionei a criatura atrás de exemplos desse tal humor "sadio e não sádico de separação
de etnia, sexual, social, econômico. (...)  extremamente
razoável, civilizado com tendência ao igualitarismo
"

CLARO que é uma intelectual arrotando palavras-de-ordem sem pensar, pois essa descrição consegue desqualificar TODO E QUALQUER HUMOR exceto o mais rasteiro, bobo, retardado mesmo. Pense em algo que te fez rir. Tente não enquadrar nas restrições acima.

O que me deixa PUTO é que uma criatura dessas não consegue NEM exemplificar o que acha que defende. Ônus da prova fica a cargo da defesa? HEL-LO!

Só consigo imaginar que quem escreve esse tipo de coisa carrega uma enorme carga de frustração, é gente que não consegue rir de si mesma, gente com tanto recalque que não se dá nem ao direito de RIR, com medo de violar alguma pseudo-regra ética interna.

O mais triste é que esse discurso ganha eco. Aliás, não. O mais triste é uma criatura com esse nível de recalque acha MESMO que algum humorista profissional iria roubar uma piada sua. Minha filha, você não sabe nem sorrir, vai saber contar piada?

OK, agora eu ri.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vamos evoluir, macacada!



Quando começou esse fuzuê todo envolvendo o Danilo Gentili eu desconsiderei. Falaram algo sobre ele ter feito uma piada, achei que fosse engano, deixei pra lá, mas como a coisa continuou e tinha gente me cobrando posição, fui ver o que era antes de falar, afinal macaco velho não mete a mão em cumbuca. Mas já fizeram essa piada.

Entrei no Twitter do funcionário do CQC e apresentador de standup e dei de cara com uma piada ruim. Até aí nada demais, exceto que cometia o Pecado-Mor das piadas envolvendo situações delicadas: Era MUITO ruim. Não era constrangedoramente ruim, o que seria redentor. Era muito ruim ponto. Para alguém que tenta fazer comédia, seria um mico mais que suficiente, mas não satisfez a sanha assassina politicamente correta.

Nessa hora fiquei numa bananosa. Para defender o humor politicamente incorreto tinha que defender o humor politicamente incorreto RUIM.

Felizmente o Danilo me salvou com uma atitude digna de nossos parentes primatas menos evoluídos: Tentou se defender atirando bosta pra tudo quanto é lado, na pior auto-defesa desde que o anjo da guarda da Família Kennedy foi chamado para prestar esclarecimentos.


Danilo emulou perfeitamente o Babão

A justificativa foi que se ele era chamado de Girafa no colégio por ser alto, negros podem ser chamados de macacos por serem... negros. Aqui tenho uma teoria. Danilo NÃO foi ingênuo, quase parvo, ignorando séculos de racismo explícito, termos chulos, Direitos Civis, Malcolm X, Martin Luther King Jr, Rosa Parks, e tentou justificar uma expressão racista SIM de forma tacanha.

Eu acredito que ele tentou se safar de uma piada ruim fazendo outra muito, muito, muito pior.

Pra piorar, Hélio de LaPeña, humorista que entrou para o Casseta e Planeta pelo sistema de cotas e por causa disso pega sempre os piores trabalhos, como ficar andando com camisa do Flamengo e ser flanelinha do Pé-de-Chinelo, resolveu publicar sua posição esquecendo que a grande massa de leitores é descendente dos proto-macacos de 2001, mas dos que fugiram do Monolito.

Ele achou que as salsinhas (ok, há salsa verde-claro e salsa verde-escuro, mas não entremos nesse atoleiro) conseguiriam achar no meio do texto UMA FRASE que definia sua posição:

“Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso. ”
Fodeu-se tal qual o proverbial pretinho da piada. Qual? Tanto faz, quase todas.

Começou uma série de ataques da turma do Gentili, pegaram o La Peña pra Cristo, a única vantagem é que ele iria comer a Madonna.

Ficou claro o que já sabíamos, o bicho dominante na Internet não são girafas ou macacos, são antas. Gente incapaz de interpretar texto, transformaram o La Peña em uma espécie de Zumbi 2.0, ou Zumbicha, mas essa é outra discussão. Ele, que foi o único humorista afro-engraçado a se posicionar, e a favor do Gentili, na visão dos idiotas que o atacavam foi transformado nisso:


"Não me bate seu Casseta a coisa já tá preta pra mim!" "o quê?" "Gaaahhh!"

Acha exagerado? Veja alguns dos twitts que os imbecis deixaram para o La Peña:
"Você é um hipocrita! o Casseta faz piada sobre loira! é racismo tambem! piada sobre gays, obesos..."

"Vai poder reclamar de racismo quando o programa inutil do grupo dele parar de falar de gaúchos, por exemplo. Tenha dó."

"O caso é que o helio de lãpena,humorista negro,criticou danilo gentili por suas piadas,quando fez a mesma coisa #hipocrisia"

"Danilo Gentili não pode fazer piada de negro e você pode fazer piada de gaúcho? Cala a boca, idiota!!!"

"HAHAHA! La Pena Donkey Kong. Starring Mario Gentili!"

"Como é que @lapena tem coragem defalar de piada de preto?Só pq danilo é branco?"
Nota: Que fique CLARO que em nenhum momento estou associando a imagem do LaPeña, segundo os comentários acima, ao General Thade, do Planeta dos Macacos com Mark Walhberg. Se por um momento tal associação foi feita, peço desculpas. Em minha mente a ilustração perfeita para as mensagens raivosas acima seria o fodástico General Urko, do seriado de 1974, mas infelizmente não achei foto boa. Peço de novo desculpas por ter sido forçado a usar essa bomba de 2001, que ofendeu todos os primatas do planeta.

Resumindo: O La Peña saiu em defesa do Danilo, tomou na cabeça. Dos idiotas em geral e dos próprios comediantes humoristas membros do CQC, que deveriam ser alfabetizados o bastante para entender um texto. Aí ele publica no Almanaque do Casseta de 80 e bléu que preto só se fode, e dizem que é auto-racismo.

Do Danilo Gentili, posso dizer de novo: A piada foi uma bosta.

“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”

Desculpe, Danilo, mas burro é a senhora sua mãe. Eu não preciso de humorista me levando pela mão, explicando piada a esse ponto. EU SEI que King Kong é um macaco. Na verdade, um gorila. Se nas 4 primeiras palavras a piada já é ruim, não vai melhorar ao final.

Por isso mesmo achei um absurdo o linchamento virtual do La Peña pelos engraçaralhos do CQC que só não usaram capuzes com KKK escrito por acharem que era onomatopéia de risada, e não terem familiaridade com o som, mas continuo defendendo minha posição original: Danilo Gentili é racista? Não.

Racismo faz de você um idiota,
mas ser um idiota não te torna racista.

PS: Imagem de abertura é uma caricatura clássica de Charles Darwin, do Século XIX, onde ele era comparado a um macaco. Eram comuns, e na grande maioria das vezes bem-humoradas, não tinham propósito ofensivo. Seria um bom começo de defesa, mas é querer demais do Danilo, sujeito ingênuo o bastante para achar que pode fazer piada ruim de gordo sem ser mandado pra PQP por este que vos escreve.

PS2: Só para zonear mais ainda a cabeça de todo mundo, embora eu não pegue Sol e por isso tenha desbotado, estou longe de ser ariano. Minha Certidão de Nascimento me define com a ridícula cor "parda", o que só não é mais ridículo do que o fato dessas cinco letrinhas me darem direito a cotas.



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